REVERENCIA AO SAGRADO (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


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SOBRE REVERENCIA AO SAGRADO: Um convite à reflexão

Grupo de Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba – sp

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Um grupo de tradição deve reverencia aos antepassados, aqueles que antes vieram e transmitiram o legado que um dia receberam também. Este ciclo torna-se um dos pilares da continuidade de uma manifestação folclórica, ritualística e popular.

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Aqueles que entram em um grupo de tradição também deve elevar suas ações à esse nível e com real humildade respeitar os veteranos jamais se colocando à sua frente (tenho visto muitos falando sem conhecimento de causa em entrevistas, ficando à frente de fotos e ou impondo seus saberes aos que já estão na estrada há muito mais tempo, pensemos um pouco em nossos pensamentos, atos e palavras).

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Os componentes da velha guarda da Congada, por exemplo, mesmo idosos e impacientes, iletrados da academia formal, errando em falas e passos, mesmo sem a mobilidade da juventude; permanecem firmes e resolutos em um grupo e são os que transmitiram seus saberes à todos nós, desde crianças até adultos, lembrando-nos sempre a importância de sua permanência no grupo;

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

A nossa cultura caipira ensina-nos desde pequeninos à respeitarmos os mais velhos, aprendendo o que futuramente iremos ensinar,são eles nossos espelhos e como os tratamos refletirá como seremos tratados em nossa senilidade.

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Para o adulto não criado nessa condição, muitas vezes fica difícil aceitar que mesmo sem formação convencional, a sabedoria popular de um ser de tradição supera a sua. Devemos jamais esquecer da importância dessa humildade, muito rara hoje em dia.

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Muitas vezes no afã do momento passamos por cima do verdadeiro sentido que unifica um grupo de tradição, pois nosso ego fala mais alto. Dessa forma é bom sempre rememorar o que vivenciamos com nossos veteranos e ou nos questionarmos profundamente, antes de agirmos como donos de verdades e nos colocarmos em evidência e acima de nosso Sagrado Maior:

-Quem sou eu no grupo que faço parte?
-Porque faço parte desse grupo?
-O que me conecta ao grupo?
-O quanto aprendo com o grupo?
-O quanto faço para o grupo?
-O que represento no grupo?
-Qual a importância do meu grupo?

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Um grupo de tradição folclórica, ritualística e popular é cada um de nós somando forças em uma conexão com o Sagrado que habitamos e somos habitados.

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Quem deve ser evidenciado é o Divino Espírito Santo, jamais o ser humano.

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

Quando na dúvida, coloque o Sagrado na frente e deixe -se levar pelas ondas de Sua sabedoria cósmica.

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

LUZ…
LUZ…
LUZ…

VINDE DIVINO ESPÍRITO SANTO…

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TRADIÇÃO, TRADUÇÃO, TRAIÇÃO (Série Folclórica Memória)ROBERTA LESSA*


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Mas me pergunto o que é TRADIÇÃO ?
Busco na origem da palavra seu significado etimológico e verifico que no latim, “tradito” nos remete à entregar e nos voltando à etimologia grega nos remetemos á significação mais direcionada à religiosidade e SE refere à transmissão de práticas e valores espirituais de geração para geração o que gera todo um conjunto de fazeres, saberes e dizeres de uma população regrado e mantido pela conservação e respeito através de quem transmite, recebe e pratica.

IMPORTANTES RESSALVA: a tradição permanece vívida e  íntegra , segundo estudos antropológicos, quando é baseada em conceito de finitude do ser humano aliado à necessidade de se estabelecer a transmissão daquilo que essencialmente existe num processo coletivo cultural às gerações futuras e assim subsequentemente.
Verifica-se diferenciadas formas de manifestações culturais focadas na tradição dos povos em continentes diversos, mas o tempo e a forma de transmissão desses valores sempre respeitam um processo gradativo, temporal e existencial inseridos num processo de décadas de construção e práticas e não se baseia em alguns anos ou em intensões direcionadas por um grupo tendencioso ou pessoas.

A TRADIÇÃO é um processo sincrético natural e o que verifica-se muito, é a intensionalidade de se estabelecer a TRADIÇÃO enquanto um bem de consumo egóico, fato que deve ser avaliado pois os verdadeiros fazedores de nossa tradições estão sendo subsiSídos por seres descartáveis, voláteis e sem a devida noção de respeito ao verdadeiro ser de tradição, aquele que chamamos Mestre.

Dessa forma deve-se estabelecer critérios bem definidos para que não se deturpe o real significado da TRADIÇÃO, verificar que nem tudo o que está escrito é monido de veracidade, é preciso e necessário saber ler as entre linhas de uma produção cultural para se detectar origens, formas, veracidade e principalmente salvaguardar o que de mais belo e real existe em nossa TRADIÇÃO.
É NECESSÁRIO NÃO IR NO EMBALO QUE NOS IMPÕE CERTOS SERES OU GRUPOS EQUIVOCADOS. NEM TUDO QUE SE LÊ, VÊ, PRATICA, FALA É TRADIÇÃO…

Por isso o olhar deverá sempre ser voltados à preceitos reais… para que não se burle o que há de tão belo em nossas manifestações culturais. Pensemos com imenso carinho e respeito sobre nisso.

AMOROSO VIVER? (Série Reflexiva) ROBERTA LESSA


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” – Pensamento creditado à Diva Nina Simone: Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estar mais sendo servido . “
Não sei se esta frase é de Nina, mas é muito pertinente, em nossa sociedade sem saciedade:
Conheço diversos casais que se suportam por conveniências, comodismo ou medo de enfrentar a vida e seguir em frente.
Considero tal postura ato de covardia quando se poderia buscar novos sabores e serenidades.
“- Mas Deus quis assim e é pecado eu me separar, tem que suportar,né?”
Considero tal opção ato de mixórdia quando se deveria buscar novos valores e liberdades.
“- Mas como vou me sustentar, já dei muito de mim e isso é injusto, né?”
Considero tal vivência ato de elegia quando priorizaria buscar novos fazeres e identidades.
“- Mas eu dependo dele(a) para sobreviver, quem cuidaria de mim, né?”
Considero tal escolha ato de inconsciência quando empenharia buscar novos dizeres e lealdades.
“-Mas eu tenho direito depois de tanto tempo de viver essa vida, né?”
Considero tal loucura ato de incoerência quando sonharia buscar novos viveres e diversidades.
“- Mas eu não sei se consigo viver de outra forma, né?”
Considero tal anulação ato de incompetência quando suporia buscar novos saberes e qualidades.
“- Mas dei tudo de mim e posso suportar puladinhas de cercas, né?”
Considero tal recolha ato de demagogia quando caberia buscar novos amores e honestidade.
“- Mas não acho certo dar liberdade a quem sempre me aprisionou,né?”
Não sei se esta frase é de Nina, mas é muito pertinente, em nossa sociedade sem saciedade:
Conheço diversos casais que se suportam por conveniências, comodismo ou medo de enfrentar a vida e seguir em frente.
Considero tal postura ato de covardia quando se poderia buscar novos sabores e serenidades.
“- Mas Deus quis assim e é pecado eu me separar, tem que suportar,né?”
Considero tal opção ato de mixórdia quando se deveria buscar novos valores e liberdades.
“- Mas como vou me sustentar, já dei muito de mim e isso é injusto, né?”
Considero tal vivência ato de elegia quando priorizaria buscar novos fazeres e identidades.
“- Mas eu dependo dele(a) para sobreviver, quem cuidaria de mim, né?”
Considero tal escolha ato de inconsciência quando empenharia buscar novos dizeres e lealdades.
“-Mas eu tenho direito depois de tanto tempo de viver essa vida, né?”
Considero tal loucura ato de incoerência quando sonharia buscar novos viveres e diversidades.
“- Mas eu não sei se consigo viver de outra forma, né?”
Considero tal anulação ato de incompetência quando suporia buscar novos saberes e qualidades.
“- Mas dei tudo de mim e posso suportar puladinhas de cercas, né?”
Considero tal recolha ato de demagogia quando caberia buscar novos amores e honestidade.
“- Mas não acho certo dar liberdade a quem sempre me aprisionou,né?”

PORES DE SOL (Série Diálogos Poéticos) ROBERTA LESSA/PAULO PATERNIANI


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… E ELE SE PÔS… 
– E EU ME COLOQUEI À SUA DISPOSIÇÃO, FEITO RAIOS ÍMPIOS,  TRANSFORMEI -ME EM PARTIDAS SENTIDAS.
… PUS-ME  AO POÉTICO DELÍRIO…
… E ELE SE PÔS…
– E EU ME  DESLOQUEI À SUA OPOSIÇÃO, FEITO SOMBRAS RARAS,  DISTANCIEI-ME EM SENTIDAS DESPEDIDAS.
… PUS-ME  AO ESTÉTICO DESIDÉRIO…,
… E ELE SE PÔS…
– E EU ME PURIFIQUEI  EM SUA PROPOSIÇÃO, FEITO CASTAS NUVENS, ESTRATIFIQUEI-ME EM DESPEDIDAS FERIDAS.
… PUS-ME  AO FONÉTICO  DIÁRIO…
… E ELE SE PÔS…
– E EU ME REALOQUEI  EM SUA CONTEMPLAÇÃO, FEITO PÉS ALADOS, NAVEGUEI-ME EM FERIDAS  INCONTIDAS.
… PUS-ME  AO MALÉFICO VIÁRIO…
… E ELE SE PÔS…
– E EU ME AMPLIFIQUEI EM SUA DISTINÇÃO, FEITO DURAS ESTRUTURAS, DISTANCIEI-ME EM INCONTIDAS IDAS.
… PUS-ME  AO PATÉTICO BREVIÁRIO…
… E ELE SE PÔS…
– E EU ME ADULTEREI EM SUA PROPORÇÃO, FEITO MERAS BALELAS, PROFANEI-ME EM IDAS DETIDAS.
… PUS-ME  AO ESQUELÉTICO PROLETÁRIO…
… E ELE SE PÔS…
– E EU ME ENAMOREI EM SUA MALDIÇÃO, FEITO  MEDOS GÉLIDOS, FINDEI-ME EM DETIDAS SENTIDAS
… PUS-ME  AO PERIPATÉTICO GLOSSÁRIO…
Em diálogo com a mensagem “IN BOX” de Paulo Paterniani
Published in: on 26 de junho de 2016 at 20:47  Comentários desativados em PORES DE SOL (Série Diálogos Poéticos) ROBERTA LESSA/PAULO PATERNIANI  
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ODE À TRADIÇÃO (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


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– O que se há de fazer ? Diz o fazedor.
: Botarei na lida a felicidade mesmo sendo alvo de incapazes.
: Iludirei a fome de fazer com a esperança de vencer.
: Alumiarei com fazeres aquilo que recebi por dizeres.
: Unirei forças com aquele que sabe de todo meu valor.
: Calarei corações quando ausentar-me do que faço com emoção.
: Observarei meu feito enquanto com ele tirar meu sustento.
:Atenderei ao plantio em minha alma quando minha hora chegar.
– O que se há de fazer ? Diz o plantador.
: Botarei na terra a eternidade mesmo sendo alvo de sagazes. .
: Iludirei a fome de semear com a esperança de lutar.
: Alumiarei com dizeres aquilo que recebi por saberes.
: Unirei falas com aquele que sabe de todo meu temor.
: Calarei emoções quando ausentar-me do que planto com dedicação.
: Observarei meu plantio enquanto com ele tirar meu provento.
: Atenderei ao ben(di)zer em minha alma quando minha hora passar.
– O que se há de fazer ? Diz a benzedeira.
: Botarei na reza a intensidade mesmo sendo alvo de vorazes.
: Iludirei a fome de benzer com a esperança de prever.
: Alumiarei com saberes aquilo que recebi por conteres.
: Unirei caminhos com aquele que sabe de todo meu clamor.

: Calarei dedicações quando ausentar-me do que benzo com devoção.

: Observarei meu benzimento enquanto com ele tirar meu alento.
: Atenderei ao pescar em minha alma quando minha hora voltar.
– O que se há de fazer ? Diz o pescador.
: Botarei no rio a intensidade mesmo sendo alvo de algozes.
: Iludirei a fome de pescar com a esperança de velar.

: Alumiarei com conteres aquilo que recebi por poderes.

: Unirei sonhos com aquele que sabe de todo meu pendor.

: Calarei devoções quando ausentar-me do que  pesco com retidão.

: Observarei meu pescar enquanto com ele tirar meu alimento.
: Atenderei à colheira em minha alma quando minha hora fincar.
– O que se há de fazer ? Diz o boia fria.
: Botarei no campo a unidade mesmo sendo alvo de vorazes.
: Iludirei a fome de colher com a esperança de crescer.
: Alumiarei com poderes aquilo que recebi por viveres.
: Unirei gestos com aquele que sabe de todo meu furor.
 : Calarei retidões quando ausentar-me do que colho com precisão.
: Observarei meu colher enquanto com ele tirar meu intento.
: Atenderei  à cura em minha alma quando minha hora muda.
– O que se há de fazer ? Diz a curandeira.
: Botarei na vida a claridade mesmo sendo alvo de revezes.
: Iludirei a fome de curar com a esperança de orar.
 : Alumiarei com viveres aquilo que recebi por valores.
: Unirei crenças com aquele que sabe de todo meu fervor.

: Calarei precisões quando ausentar-me do que saro com intuição.

: Observarei meu  curar enquanto com ele tirar meu unguento.
: Atenderei à viagem em minha alma quando minha hora navegar.
– O que se há de fazer ? Diz o marinheiro.
: Botarei no rio a paridade mesmo sendo alvo de albatrozes.
: Iludirei a fome de navegar com a esperança de voltar.
: Alumiarei com valores aquilo que recebi por dizeres.fazeres.
: Unirei remos com aquele que sabe de todo meu amor.
 : Calarei intuição quando ausentar-me do que navego com coração.
: Observarei meu flutuar enquanto com ele tirar meu rebento.
: Atenderei ao fazer em minha alma quando minha hora pesar.

 

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NOTA DA AUTORA:
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  • Olá estimado(a) leitor(a), sejam sempre bem vindos(as) e peço que, se possível enviem-me sugestões e ou dicas de melhor escrever,assim vamos trocando figurinhas literárias e eu agradecida, aprenderei muito e assim melhorarei minha escrita. Desde já agradeço mansa, imensa e intensamente.
    Ah sim, interações são sempre muito bem vidas, pois eu adoro trocar gentilezas em forma de doces poesias.

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Com “A” de Afeto, Roberta Lessa
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Published in: on 14 de maio de 2016 at 23:13  Comentários desativados em ODE À TRADIÇÃO (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA  
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CARNEVALE (Série Haicaniana) ROBERTA LESSA/SANDRA ROSA


HIPERBATO5

CARNEVALE I

DANÇAM MARCHINHAS
FANTASIAS DESNUDAS
BLOCOS ENTRE RUAS

CARNEVALE II

PROFUSAS CORES
FANTASIAS DESNUDAS
NOVOS SABORES

CARNEVALE III

FACES CORADAS
DESEJOS ARDEM PELES
BUZINAS MENTAIS

CARNEVALE IV

SOMEM TRISTEZAS
BATUQUES REPICAM SONS
SOMAM DESTREZAS

CARNEVALE V

PALHAÇOS VIVEM
AMOR ÀS BAILARINAS
PERDENDO NOÇÕES

CARNEVALE VI

SAMBAM PÉS
DESCALÇOS DE PUDORES
SAMBANDO DORES

CARNEVALE VII

LUZINDO RISOS
REINADO PERMANECE
BREVE PERÍODO

EM DIÁLOGO COM A POESIA “FESTA POPULAR (PRA PULAR)” DE AUTORIA DE SANDRA ROSA.

Published in: on 30 de janeiro de 2016 at 2:31  Comentários desativados em CARNEVALE (Série Haicaniana) ROBERTA LESSA/SANDRA ROSA  
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“POEMA NO POEMA – GERAÇÃO III” (Série Tutoriais – Roberta Lessa)


ROBERTA LESSA (Série Tutoriais)

ROBERTA LESSA (Série Tutoriais)

FICHAMENTO

CRIAÇÃO

 A autora do serial “Poema no Poema” é a poetiza piracicabana Roberta Lessa

DATA

Março de 2015 (01:35)

DESCRIÇÃO

Trata-se de duas composições poéticas justapostas, cada uma com uma estrofe de sete linhas. Os poemas são independentes mas quando lidos conjuntamente também  tem sentido de conteúdo linguístico, estético e poético, completando-se mutuamente. A série “Poema no Poema” é composta de sete gerações e por hora esse tutorial descreve a terceira geração da série que denominamos “Geração III”, cada Geração dá um formato diferente à série .

MÉTODO:

TÍTULO: deve ser escrito na seguinte sequência: Nome do poema (em letras maiúsculas), espaço, abre parênteses e se escreve o nome da série, espaço, hífen, espaço e escreve-se a  geração da série). Deve respeitar a seguinte estética: NOME DO POEMA (Nome da Série – Volume da Geração) – Nome  e Sobrenome do Poeta (sendo maiúsculas apenas o início do nome e sobrenome).

É dado um espaço de uma linha entre o título e o poema

É dado um espaço de uma linha entre cada jogo de parágrafo A+B

PRIMEIRA ESTROFE:  denominaremos por hora e didaticamente como “A”, são sete linhas escritas com letras maiúsculas com reflexões que estabeleçam critérios dos sentidos humanos e a consequência quando empregados no cotidiano, podendo ser de ordem negativa, positiva e ou neutra.É escrita com todas as palavras em letras maiúsculas.

SEGUNDA ESTROFE:  denominaremos por hora e didaticamente como “B” , são sete linhas escritas com letras minúsculas iniciando sempre com a flexão “Ah…”, seguida de outra expressão que expresse a confirmação da estrofe primeira.Ficando dessa forma, a exemplo: “Ah… e como não…”. “Ah… e como vão…”, Ah… e como vem. A expressão deverá ser conectada à frase que a precede.

O prazeroso desse poetar reside no brincar com palavras e seus dúbios sentidos e formas.

ESTÉTICA POÉTICA

NOME DO POEMA (Série Poema no Poema – Geração III) Nome e Sobrenome do Poeta

A(linha 1): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM.

B(linha 1):  Ah… E como   momomomomo…

A(linha 2): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM.

B(linha 2):   Ah… E como   momomomomo…

A(linha 3): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM.

B(linha 3):  Ah… E como   momomomomo…

A(linha 4): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM

B(linha 4):  Ah… E como   momomomomo…

A(linha 5): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM

B(linha 5):  Ah… E como   momomomomo…

A(linha 6): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM.

B(linha 6):  Ah… E como   momomomomo…

A(linha 7): MOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOMOM

B(linha 7): Ah… E como   momomomomo…

EXEMPLO

SER E DEIXAR DE SER (Série Poema no Poema – Geração III) Roberta Lessa

AO PENSAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM CEGUEIRA COMO OS QUE NÃO PENSAM.

ah… e como não…

AO FALAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM FUGAS COMO OS QUE NÃO FALAM.

ah… e como dói…

AO OPTAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  PENA COMO OS QUE  NÃO OPTAM.

ah… e como sei…

AO VIVER O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM TEMOR COMO OS QUE  NÃO VIVEM.
ah… e como sol…

AO LIDERAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  MEDO COMO OS QUE NÃO LIDERAM.
ah… e como ser…

AO SORRIR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  MÁGOA COMO OS QUE NÃO SORRIEM.
ah… e como fim…

AO REFLETIR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM JOGOS COMO OS QUE NÃO REFLETEM.
ah… e como sim…

AO VER O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  DORES COM OS QUE NÃO VEEM.

Published in: on 23 de agosto de 2015 at 15:41  Comentários desativados em “POEMA NO POEMA – GERAÇÃO III” (Série Tutoriais – Roberta Lessa)  
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O OUTRO EM MIM (Série Palavras em Rede)


FRASES DA INTERNET - roberta lessa

FRASES DA INTERNET – roberta lessa

OCORRE DE GENTE SEGUIREM DIFERENTES ESTRADAS
seguem…seguem…seguem…
OCORRE DE GENTE PREFERIREM DIFERENTES ENTRADAS
preferem…preferem…preferem…
OCORRE DE GENTE ESCOLHEREM DIFERENTES CRUZADAS
escolhem…escolhem…escolhem…
OCORRE DE GENTE PROFERIREM DIFERENTES PASSADAS
proferem…proferem…proferem…
OCORRE DE GENTE ATINGIREM DIFERENTES BEIRADAS
atingem…atingem…atingem…
OCORRE DE GENTE ALEGAREM DIFERENTES JORNADAS
alegam…alegam…alegam…
OCORRE DE GENTE PERSEGUIREM DIFERENTES REPASSADAS
perseguem…perseguem…perseguem…

Published in: on 17 de agosto de 2015 at 22:24  Comentários desativados em O OUTRO EM MIM (Série Palavras em Rede)  
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SER E DEIXAR DE SER (Série Poema no Poema – Geração III) Roberta Lessa


FOTO POEMA-RLessa

FOTO POEMA-RLessa

AO PENSAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM CEGUEIRA COMO OS QUE NÃO PENSAM.

ah… e como não…

AO FALAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM FUGAS COMO OS QUE NÃO FALAM.

ah… e como dói…

AO OPTAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  PENA COMO OS QUE  NÃO OPTAM.

ah… e como sei…

AO VIVER O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM TEMOR COMO OS QUE  NÃO VIVEM.
ah… e como sol…

AO LIDERAR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  MEDO COMO OS QUE NÃO LIDERAM.
ah… e como ser…

AO SORRIR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  MÁGOA COMO OS QUE NÃO SORRIEM.
ah… e como fim…

AO REFLETIR O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM JOGOS COMO OS QUE NÃO REFLETEM.
ah… e como sim…

AO VER O SER DEIXA DE SER AQUELE QUE TEM  DORES COM OS QUE NÃO VEEM.

 

 

Published in: on 8 de agosto de 2015 at 1:31  Comentários desativados em SER E DEIXAR DE SER (Série Poema no Poema – Geração III) Roberta Lessa  
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CANTILENA AO VENTO – POEMA NO POEMA (RL/05/15)


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A RIMA RUMA EM CIMA DE MIM

E quando assim o fazer, continue a querer, será essa sua rima…

A LIMA SOMA EM PENA DE MIM

E quando assim o querer, continue a poder, será essa sua lima…

A SINA SURRA EM SETAS EM MIM

E quando assim o poder, continue a verter, será essa sua sina…

A QUINA EMPINA EM DUNAS EM MIM

E quando assim o verter, continue a entender, será essa sua quina…

A MINA ENSINA EM SOMAS EM MIM

E quando assim o entender, continue a rever, será essa sua mina…

A LÂMINA ILUMINA EM LUMES EM MIM
E quando assim o rever, continue a sorver, será essa sua lâmina…

A MENINA NINA EM MIMOS EM MIM
E quando assim o sorver, continue a fazer, será essa sua menina…

O LADO ESCURO DA LUA

Minha maneira de ver, falar, ouvir e pensar o mundo... se quiser, venha comigo...

palavra[interna]

JAMES MORAIS & LAIANA DIAS | BRAZIL | Poesias & Reflexões

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Este blog tem como objetivo divulgar a Coleção Livro de Artista da Universidade Federal de Minas Gerais, a primeira coleção em uma biblioteca de universidade pública no Brasil. Iniciada em novembro de 2009 com a doação de um conjunto de livros de Alex Flemming, Guto Lacaz, Marilá Dardot e Paulo Bruscky. O acervo possui mais de 700 livros catalogados e atualmente é o maior acervo do Brasil.

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