NOTA DE FALECIMENTO (RL/04/15)


Foto de Roberta Lessa.

Imagem Coletada na Internet

NOTA DE FALECIMENTO

É com profundo pesar que informamos o falecimento da senhora Educação do Brasil, ela já agonizava há anos sofrendo de imperícia governamental; doença recorrente e que a acometeu. Tristemente soubemos de seu falecimento de tão eminente vida que fora uma das mais destacadas combatentes pela democracia, livre pensar, discernimento, bem como muito é notório salientar que se esmerou pela difusão e fomento ao conhecimentos multi disciplinar do Brasil.

Esteve presente em todos os momento sociais da nação, defendendo até mesmo com o próprio corpo e ativamente os direitos dos cidadãos, notabilizando-se entre outras coisas pela político sócio cultural, sendo marco da resistência democrática e por isso conquistando a admiração de milhares de alunos, pais e discípulos, em seus milênios de existência, dando lições não apenas de Direito, história, filosofia, geografia português, sociologia. antropologia, química, física, mas também de humanismo, solidariedade, resistência civil, generosidade e fé na luta por um mundo mais justo e fraterno.

Meus votos de franca especial solidariedade à toda sua família e milhões de filhos que órfãos, planteiam sua ausência.

O velório ocorre a cada canto do país e seu sepultamento será nos corações de cada brasileiro consciente e ciente de seu valor.

Deixam filhos, que solidários pela sua causa prometem sim dar continuidade à toda sua luta e resistência e que por teimosia, espanto, fé acreditam que seu legado será revivido pelos que dela se beneficiaram, conviveram, praticaram e principalmente apreenderam o verdadeiro sentido de um ser com educação.

RIP EDUCAÇÃO

A Mensagem da Água – Do pesquisador Japonês Masaru Emoto


H2O

águas desacordadas de vida:

NECESSIDADE DE VIDA!

águas desfalecidas de sussurros:

NECESSIDADE DE DEFESA!

águas desnudadas de si: 

NECESSIDADE DE JUSTIÇA!

águas descabidas de vergonhas: 

NECESSIDADE DE COMPROMISSO!

águas desacostumadas de murmúrios: 

NECESSIDADE DE CUIDADO!

águas desaguadas em olhos: 

NECESSIDADE DE SENTIMENTO!

águas desossada no ventre:

 NECESSIDADE DE AÇÃO!

(Roberta Lessa-NECESSIDADE DE ESPELHO)

“Como a água reflete nossos sentimentos: A água tem uma mensagem muito importante para nós. A água está nos dizendo para olharmos muito mais profundamente os nossos egos. Quando nós olhamos nossos egos através do espelho da água, a mensagem torna-se surpreendente, límpida, inteligível. Nós sabemos que a vida humana está conectada diretamente à qualidade de nossa água, dentro e em torno de nós.

As fotografias e as informações neste artigo refletem o trabalho de Masaru Emoto, um criativo e o visionário pesquisador japonês. O Sr. Emoto publicou um livro importante, “A Mensagem da Água”, com as descobertas da pesquisa mundial que foi realizada por ele. Se você tem qualquer dúvida de que seus pensamentos afetam tudo em, e ao redor de você, as informações e fotografias que são apresentadas aqui, tiradas do livro com os resultados da pesquisa publicada por Emoto, mudarão sua mente e alterarão suas convicções profundamente.

Com o trabalho do Sr. Emoto ficamos munidos de evidência efetiva de que a energias vibracionais humanas, pensamentos, palavras, idéias e músicas, afetam a estrutura molecular da água. A mesma água que compreende 60% de um corpo humano maduro e cobre a mesma proporção do nosso planeta. A água é a fonte de toda a vida neste planeta, e qualidade e integridade são vitalmente importantes a todas as formas de vida. O corpo é como uma esponja e está composto de trilhões de câmaras chamadas células que comportam líquido. A qualidade de nossa vida está diretamente ligada à qualidade de nossa água.

A água é uma substância muito maleável. Sua forma física adapta-se facilmente ao que o ambiente contém. Mas a aparência física não é a única coisa que muda, sua estrutura molecular também muda. A energia ou as vibrações do ambiente mudarão a forma molecular da água. Neste sentido a água tem, não somente a habilidade de refletir visualmente o ambiente, mas também reflete molecularmente este ambiente.

O Sr. Emoto documentou visualmente estas mudanças moleculares na água por meio de suas técnicas fotográficas. Ele congelou gotas de água e examinou-as então sob um microscópio de campo escuro dotado de recursos fotográficos. Seu trabalho demonstra claramente a diversidade da estrutura molecular da água e do efeito do ambiente sobre a sua respectiva estrutura molecular.

A neve tem caído sobre a Terra por mais de alguns milhões de anos. Cada floco de neve, como já dissemos, tem uma forma e uma estrutura muito originais. Congelando a água e examinando a fotografia da estrutura, como o Sr. Emoto fez, você obterá incríveis informações a respeito da água.

Sr. Emoto descobriu muitas diferenças fascinantes nas estruturas cristalinas da água de muitas fontes diferentes e condições diferentes ao redor do planeta. A nascente de água pura que jorra da montanha, mostra maravilhosos desenhos geométricos em seus padrões cristalinos. Águas poluídas e tóxicas das áreas industriais e povoadas, águas estagnadas das tubulações e represadas em armazenamentos mostram estruturas cristalinas definitivamente distorcidas e formadas aleatoriamente.” (Fonte: Vídeo A Mensagem da Água)

CENTRO DO FOLCLORE DE PIRACICABA-CARTA À TRADIÇÃO IV


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Imagem gentilmente cedida e desenhada por Zequinha, mestre em Capoeira de Angola de Piracicaba – SP
Que ótimo seu interesse, agradeço pelo contato, você  realmente é essencial, generosa e necessária nesse momento tão importante para nós fazedores de tradição.
Claro que poderemos nos encontrar, falarei com os queridos “fazedores” (chamo carinhosamente de fazedor, aquele que faz de sua arte de tradição parte de sua vida cotidiana em prática de preservação da cultura folclórica que abarque a tradicionalidade de Piracicaba) que fazem parte  da Comissão de Reativação do Centro do Folclore de Piracicaba, São queridos e os pilares tão necessários para a estruturação do Centro do Folclore de Piracicaba – CFP.
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Só peço um tempo para poder contatá-los, falar da importância de eles estarem na mídia para que possamos nos tornar ainda mais visíveis com nossos fazeres, dizeres, sabores  e saberes. Muito de nós não temos acesso à internet e por reverencia aos nossos Mestre da Tradição convido por carta, telefone ou até pessoalmente.
estamos nos estruturando aos pouquinhos e devagarzinho, em nosso tempo, pois tudo que é de nossa arte é de um tempo diferente do tempo do consumo, do tempo da rede, do tempo do progresso, pois é um tempo do tatear, tempo do olhar nos olhos e nos reconhecermos, enfim, é um tempo caipira de ser e fazer as coisas.
Somos poucos e tão intensos, somos representantes de nossas tradições, e aos poucos outros vão somando com a gente no decorrer de nossos encontro, sabe aquela  divulgação mais boca a boca? Por hora somos:Batuqueiros, Congadeiros, Candomblecistas, Irmãos do Divino, Capoeiristas, Irmãos de São Benedito, Contadores de Causos, Sanfoneiros, Modinheiros de viola, Cururueiros, Repentistas, Tocadores de Berrante, artistas Naiffs, Contadores de Estórias, Umbandistas, Escritores, somos também o elo entre aqueles que vieram antes de nós e  aqueles que virão e somarão conosco.
Temos também a deliciosa participação, sempre à convite nosso, de algumas pessoas queridas que não são da tradição mas detém apreço à causa e sabem que de uma forma ou de outra estão conosco conectados.
Existem ainda alguns fazedores da tradição que mostraram interesses e estão se programando para virem nos próximos encontro, isso me delicia, pois a cada mês uma nova e linda presença vem chegando de mansinho e somando com agente, isso é lindo.
Estes encontros inicialmente ocorreram com bates papos individuais com os fazedores para que eu pudesse saber do interesse deles reativarem o CFP em nome dos fazedores de tradição, para que seja a voz desse coletivo que merece ser re dignificado, e merecem terem uma representatividade num organismo sócio cultural que fomente proximidade para um proseio entre as  diversidades de nossos patrimônio imaterial manifestos,  gerando assim  esse delicioso diálogo com sabor de um cafezinho com bolo e carinho no som da voz da tradição, aquela que nasce no peito, transborda gargantas e alça voos para o mundo.
Inicialmente contamos com o apoio cultural da Secretaria Municipal de Ação Cultural, através da Biblioteca Municipal, local onde ocorrem os encontros, mas nossa meta é continuarmos independentes entre nós e nossa arte, assim não somos um órgão público municipal, mas uma entidade de aglutinação dos fazedores da tradição.
O Centro do Folclore de Piracicaba, que fora a voz de antigos fazedores na década de quarenta até 1988. Com o falecimento de nosso folclorista querido João Chiarini que levantou o estandarte da tradição local e muito fez por isso essa entidade deixou de ser ativa.
Depois de estudos  e fundamentada  na certeza de que o CFP é uma entidade também de essência tradicional do município de Piracicaba, e que elevou a cultura folclórica tradicional até mesmo a nível internacional; e após os já citados diálogos com os fazedores,  entrei em março de 2012, com o pedido de reativação do  Centro em nome dos fazedores,na Cãmara Municipal, com o intuito também de reativar toda a tradicionalidade ancestral que o fez tão necessário e precioso à cultura local, atravessando décadas até chegar em nós.
Já estamos no quarto encontro que são mensais, sempre nas terceiras segundas feira de cada mês. São reuniões a priori internas  e que estamos nos ouvindo, e sendo ouvidos, afinal somos tantos e com tantas necessidade esperanças nessa nova investida  que mira a união entre as diferenças…
Estamos estruturando o estatuto original, a fim de trazê-lo à realidade cultural nacional e de nosso cotidiano tradicional, atualizando no contexto sócio, cultural e legal, respeitando as normativas na UNESCO, e Ministério da Cultura para se legitimar enquanto entidade representativa.
Temos sonhos, esperanças de fazer valer nossas expectativas e vontades gerando juntos linhas de ações efetivas/afetivas voltadas à salvaguarda, registro, manutenção, difusão, continuidade e estruturação adequada de nosso fazedores de tradição e a sua/nossa arte herdada através das gerações que muito fizeram para manter viva a cultura caipira de nossa Piracicaba.
Como sempre esse tema é uma paixão de uma neta de parteira que abria picadas na mata de uma Piracicaba tão antiga, do tempo dos troles, bondes, do tempo do benzimento, algo de lá longe, mas tão próximo de meu coração e sei que de meus pares, desses que são a segunda geração de fazedores que também abrem a picada, por entre arranhas- céu, tecnologias, e que sabem do valor do apertar as mãos, e do reverenciar tudo e todos oa que vieram antes de nós e nos deixaram seu legado.
De prático: Falarei com meus querido, preciso só saber quais dias você tem livre e a gente faz uma casadinha entre todos, assim todos poderão participar e você rever, pois sei que muitos já conhece, você já é da casa, e a casa está sempre aberta para aqueles que trazem consigo a luz e a beleza da pureza do Ser Humano.
Com “A” de Afeto!
Roberta lessa
da comissão de reativação do CFP

FILOSOFIANDO IDÉIAS: DEMOCRACIA (RL/02/12)


 DEMOCRACIA?

Mafalda(Quino)-Fonte:Internet

 Que nada, ditadura cordializada pela mídia…

Rita Lee foi prova disso em sua vida e  em seu último show, sendo presa por desacato…

Desacato? A quem?

Percebam gente, o que ocorre do nosso lado e nós consentimos…

Até quando?

Meu total apoio aos que ainda tem sangue nas ventas…

Fonte – Internet

Published in: on 13 de fevereiro de 2012 at 10:14  Comentários desativados em FILOSOFIANDO IDÉIAS: DEMOCRACIA (RL/02/12)  
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FILOSOFIANDO IDÉIAS SOBRE DIAS! – (RL/Dez/2013)


IDÉIAS SOBRE DIAS!

BONS DIAS CHEGANDO…

… AMANHECENDO HIATOS ENTRE NOITES.

CLAROS DIAS CHEGANDO…

… ENCANTANDO FORMAS DAS NOITES.

DELICIOSOS DIAS CHEGANDO…

… INVENTANDO CORES NAS NOITES.

FABULOSOS DIAS CHEGANDO…

… OTIMIZANDO VIDA ÀS NOITES

GRATIFICANTES DIAS CHEGANDO…

… UTILIZANDO ESSÊNCIAS DAS NOITES.

HILARIANTES DIAS CHEGANDO…

… ABARCANDO MOVIMENTOS DAS NOITES.

JUSTIFICÁVEIS DIAS CHEGANDO…

… ENLAÇANDO MAGIA DAS NOITES.

LEVES DIAS CHEGANDO…

… INTELECTUALIZANDO POEMAS DAS NOITES

MERECEDORES DIAS CHEGANDO…

… OPORTUNIZANDO CHANCES DAS NOITES.

NOVOS DIAS CHEGANDO…

… ULTIMANDO SUSPIROS DAS NOITES.

PEQUENOS DIAS CEGANDO…

… ATIVANDO MOLÉCULAS NAS NOITES.

REAIS DIAS CHEGANDO…

… ELEVANDO CONSCIENCIA DAS NOITES.

TAMANHOS DIAS CHEGANDO…

… IGNORANDO RESISTÊNCIAS DAS NOITES.

VITORIOSOS DIAS CHEGANDO…

… ORIENTANDO PARA AS NOITES.

XAMÂNICOA DIAS CHEGANDO…

… UNANIMIZANDO VONTADES DAS NOITES.

ZOMBETEIROS DIAS CHEGANDO…

… ZIG-ZAGUEANDO PELAS NOITES.

Fonte:Internet

 

FORMATAR DIAS… E NOITES!

Published in: on 13 de fevereiro de 2012 at 9:28  Comentários desativados em FILOSOFIANDO IDÉIAS SOBRE DIAS! – (RL/Dez/2013)  
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CONVERSA COM ROLLAND BARTHES (RL/03/11)


Rolland Barthes

                            … e com quem gosta de ensinar o “pecado” de ousar vislumbrar algo aquém do horizonte permitível levando-nos além do interior oculto…

 Cada instante de minha vida é permeado pelos sons vocálicos sibilados pelos malditos e mordazes lábios (agradeço imensamente por isso) que prazerosamente força à bifurcação dos sentidos, deixando sempre o delimitado e estático à ponto de alar-se e conquistar valores nunca antes imaginados. Isso realmente é filosofia?

Pipoqueiam em minha mente os mesmos vermes que na antiga e longínqua adolescência pululavam em minha anal e prematura vivência… Talvez não mais veja meus antigos e adoráveis mestres, talvez não mais nos falemos, talvez o talvez não mais exista e aí com certeza ficará marcado em mim os momentos de filosóficas dores, descobertas e amores vividos pelo acesso ao saber… Por hora, contemplo o rolar  em minha face, das já conhecidas e velhas amigas lágrimas, que correm feito rio em direção aos lábios já sedentos do toque do conhecer, não há certezas e afirmações neste parágrafo, somente a intenção de se dar luz à mais um trabalho que deliciada escrevo nesse momento… É bom escrever algo… Mas é necessário o devido retorno que é muito necessário e gratificante.

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Olhar para frente não significa algo para mim, pois hoje minha percepção não mais é direcionada, e sim imanente e radiante… Meus olhos habitam meus sentidos e meus sentidos captam o todo como algo que atinge o corpo, invade a alma e não mais dá-me chance de exercer domínio sobre o que sou…  Estou a deriva e a maré leva-me com certeza ao obscuro… Para aquilo que procuro e que me é novo. A aventura anteriormente iniciada, agora toma pé e alucina o pré estabelecido, na ânsia de buscar esse inovar…

Há muito de confuso no ar,  e eu o respiro; algo novo, de visceral… É como  brincar de casinha novamente… Pular amarelinha, resgatar o que fora guardado à sete chaves, para ninguém ter acesso, ou que sabe eu promoveria acesso sim, mas de risos…

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Rolland Barthes[1] me permite sobrevoar sobre o inimaginável, sair do academicismo ou permeá-lo de ousadias educacionais. Quem sabe sublimar o saber e contrapor o literário transpondo o já escrito em função daquilo que se inova em troca do libertar mentes, em favor da absolvição dos reais culpados pela liberdade de expressão. Vamos ao texto… 

                        Desenvolver uma introdução de uma leitura tão especial, é algo para mim tão delicioso como sobreviver ao prazeroso coito das idéias com a ousadia, o que me resta nesse momento se não desfrutar desse momento. Dignificar Rolland Barthes seria endeusá-lo, o que para mim e para o próprio autor seria perda de tempo, então resta a mim, eterna iniciante do ato do pensar, desfrutar das inventivas e salutares palavras desse autor.

“(…) A vida como uma película infindável de vivências (…)”[2]

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Rolland Barthes é isso… Um eterno prazer impossível de ser contido nos herméticos e assépticos gabinetes dos saberes… É a lama social sendo exposta de forma a recriar o conceito da arte de se dar aula… é o viajar sem bagagem moral no universo do indizível e provar que nada detém uma fonte que insiste em jorrar, mesmo que ela não mais a exista nesse nosso plano. Será isso eternidade?

O que é eterno jamais se corrompe… O que fora gerado na essência de um ser buscador sempre servirá de somatória aos que também buscam, e não há “acidentes”[3] que apague o que somos…

Mas o que somos?

Os acadêmicos jamais poderão academizar ou compartimentar Rolland Barthes, seu bélico potencial literário explode filosoficamente sobre a semiologia, sendo vã quaisquer forma de cerceamento que aprisione a liberdade explicita no que escreves… Conhecer uma de suas escritas é mais do que ler um bom livro, é um convite à contemplação e à prática de uma existência diferenciada, onde não mais se aceita “vômitos” sociais como verdades acabadas e estabelecidas, pereniza-se tudo o que é fonte de embotamento mental.

 

Um querido, antigo e como Rolland, maldito[4] professor, disse-me um dia, há mais de dez anos atrás, em conversas pelos corredores da filosofia, que gostaria de viver na época e ao lado de uma determinada filósofa. Contestei de imediato, interpretando essa afirmação como sendo fruto de um machismo opressor da parte dele… Hoje compreendo que também assedio essa condição de expectadora/amante de alguns personagens de nossa literatura, pelo simples fato de serem fontes que ampliam meu horizonte do saber, já tão limitado e ignorante devido aminha existência humanóidica reprimida. Mas aposto em mim.

A paixão move e destrói montanhas… a carência também… Sou eterna sedenta pelo saber e quando percebo que algo valoroso chega às minhas mãos, muitas vezes, como criança birrenta, não mais sei o que fazer de tudo isso. Sento-me releio aquilo que me instiga e retomo à escrita.

E como sou teimosa, teimarei e tentarei ser uma boa e dedicada pessoa que dedilha no piano cantigas que ninam a alma sob forma de letras de nosso alfabeto, mas que sai à noite procurando pela madrugada o som do batuque que alimenta o coração e a alma do ser.

“Como nossa alma, que é ar, nos governa e sustem, assim também  o sopro e o ar abraçam o cosmo(…).” 

Convido-o a firmarmos um contrato torto, sem regras, determinações ou mesmo moral, acrescento a esse convite uma bacia de suculentas pipocas recheadas de estouros incidentais que, a cada mordida crocanteiará e dará um novo tempero à criatividade de cada um de nós. Convido-o também, viajar comigo no pouco que compreendi desse “carinha”[5], o qual gostaria realmente de estar juntinho, agarradinha, só para ver se por osmose a semiologia[6] ficasse mais próxima de mim.

Vamos lá…

                        Um inconcebível e impensável anarquista, é o que me vem à minha surpreendida mente quando solicito ao intelecto nomenclaturar, codificar ou fichar um autor desse porte…  Percebo que é quase que inimaginável conceber mundos, vivenciar a sociedade, estabelecer parâmetros;  sem determinadas pessoas que privilegiem a questão da livre docência fomentando em quem teve o privilégio de assistir suas aulas o exercício cruel e necessário de deixar de ser levado pelas marés do senso comum para sublimar a filosofia através de seus signos e significados reais ou imaginários.

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“Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta e que não há ninguém que explique e ninguém que não entende.”[7]

                        Poderes o são permanentes por devida inadimplência do saber… Veja bem, o autor questiona incansavelmente em seu livro “Aula”, o que ocorre com a linguagem semiológica, quando a mesma é relegada ao plano de se bastar somente enquanto objeto de utilização de grupos com interesses escusos e como mecanismo opressores da liberdade de expressão.

                        Quando Rolland Barthes enumera a condição humana como sendo de início, vitimada pelas posturas repressoras e tendenciosas dos poderes existentes na sociedade humana, nada mais aguça, se não a vontade de levantar bandeiras e agir em função de um idealismo acadêmico que ele prega… É apaixonante… Mas e a prática? O que nos viabilizará transportar as letras para a realidade física e transformá-la em mecanismo sim de abertura à uma educação digamos, mais apropriada e direcionada à libertação do livre pensar?

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CONDIÇÃO HUMANA

A trapaça das trapaças…

                        Como Rubem Alves[8]; Ah! Mais um delicioso maldito ser que ilumina minha alma; dá-nos a chance de sobreviver ao estigma da dominação, com a fórmula mágica de um feiticeiro “aloprado” que através de palavras ele nos fornece sugestões para obter-se a liberdade conceitual: a famosa e adorável literatura, que poderá ou não subverter nossa mente, dando-nos chances de visualizar ações que transgridam o que é estabelecido pelo poder.

                        Sobre o poder, Rolland Barthes deixa bem claro o equívoco do ser humano em acreditar ser ele – o poder – um sujeito único, pois ele modifica essa concepção conceito, estabelecendo critérios de pluralização desse conceito…

                        Há de se ter maior clareza quando verificada em sua aula inaugural, a diversidade quanto ao contexto histórico de poderes diferenciados de dominação. O poder está dentro do indivíduo e exercemos seu domínio através da linguagem.

                        Uma passagem bíblica reforça esse conceito de poderes múltiplos e dá-nos base que o mesmo é detectado por outros segmentos de saberes: “Meu nome é legião, porque somos muitos” (Marcos 5.1-14, a fim de constatar a idéia de que o poder não é uma figura isolada e única na sociedade.

                        Rolland deixa claro que os poderes existem em tudo o que se possa imaginar, detém-se afirmando também que a busca pelo prazer coisifica gestos, personalizando-os como açoites sociais, aí sim somos vitimados pela opressão do corpo que fala por si, desenvolvendo uma linguagem própria desnudo da fala. Ao lecionar o professor tem por obrigação quase que impossível de despojar-se do desejo de exercer o poder, mas o que fica também esclarecido, é que guardadas as devidas proporções, o professor pode sir a ser tão “poderoso” quanto o mais infiel militar na época da ditadura no Brasil ou um audaz político tão contemporâneo à nós.

                        De forma ideológica e criminosa, o poder enraizou-se nos mais diversos locais, muitas vezes inimagináveis, e note: Com carteira devidamente assinada, autoriza-se essa estrutura, ou melhor, permiti-se, concede-se pseudo direitos reais, com finalidade de fortalecimento dessa legião de poderes que tem a permissão de exercer o doce  e sádico sabor de domínios seculares naqueles que si quer admite ou percebe de tal ação m si.

                        Verifica-se na escrita de Barthes, a afirmação de que o poder que o homem exerce no outro, se instalou em tudo o que o cerca. Nas nuances do plano físico corporificado em gestos, falas… até mesmo nas entrelinhas do nível mental. O que se espera dessa devassidão que nos torna serviçais e que nos submetemos e somos submetidos? [9]

 O que se espera disso?

                        O poder está interligado à toda história dessa humanidade, atravessa por toda conjuntura social. Ele reside tal qual um parasita na linguagem, reinventa o ato de fuzilar idéias e ideais, germinando e enraizando mais profundamente ainda, sem necessariamente tornar-se visível. O poder personifica-se, torna-se uma persona[10], transgride o auto domínio do indivíduo e do coletivo.

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A linguagem, nessa questão, torna-se vilã de primeiro plano, pois ela, que deveria estabelecer conceitos de liberdade, é relida e reinventada enquanto fonte mantenedora de poder. Verifica-se que o sujeito ou um grupo com tais intenções, faz uso da linguagem,  a fim de tornar-se efetivamente tornar-se mais forte. O mesmo se faz super humano por causa da linguagem.

“(…) O que faço não é mais do que a conseqüência do que sou, da mesma maneira sou obrigado a escolher sempre o masculino e o feminino, o neutro e o complexo me são proibidos(…)”[11]

                        Com a linguagem se domina o meio, a mensagem que se percebe  também estar inserida subliminarmente em todas as situações da sociedade, obrigando poderosamente o individuo a agir de determinada e direcionada forma e abrigando somente aquele que mantém esse círculo de poder.

 A LÍNGUAGEM NOS DOMINA

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                        O que nos resta?

O verdadeiro desespero de não poder                    modificar o já estabelecido?                       

                        E a teimosia… palavra sábia esta que tem em seu crédito o adjetivo de ser fonte  segura para reabilitar no homem a insatisfação de não querer ser dominado ou pior ainda: dominar.

                        Barthes, malicioso das idéias confirma mais uma vez sua genialidade quando mostra-nos desavergonhadamente a possibilidade poética de transformar aquilo tudo que somos submetidos conscientes ou inconscientemente.

AO PODER: O PODER…

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                        Há na literatura um parasita filosófico, e sua força impede que exerçamos domínio sobre ele. Dá – nos a sensação de termos opção de utilizarmos dele, mas jamais de  dominá-lo. Tornou-se essencial e primordial à literatura que abarcou esse parasita e com ele habita o reino da subversão[12], chave mágica para conseguir tornar-nos cientes de que habitamos a órbita do mundo, mas que podemos e/ou devemos evitar aceitar os limites impostos pela ideologia reinante. A linguagem, feito serpente, está sempre atenta a qualquer deslize do poder para então dar seu bote e rumar à liberdade do livre pensar. A ideologia  faz uso de tais saberes…

A ideologia utiliza-se de artifícios que a faz obscura e lacunar. Ou seja, nem tudo pode ser explicitado, é preciso haver um certo obscurecimento a fim de que ela se mantenha(…)”[13]

                        Mas onde encontrar-se uma brecha a fim de ludibriar essa pretensa e tendenciosa fábrica de chocolates[14]

Com a subversão da linguagem certamente geraríamos um caos ainda maior sob o contexto oportunizando um anti poder, o que de certa forma abalaria a estrutura geradora da questão de domínio, mas é também crucial sabermos o que fazer com isso,para que evitemos que apenas haja modificações superficiais e substituições sociais dos sujeitos em questão, tendo em vista que o condicionamento nos fez há tanto tempo acreditar que o poder dever ser exercido por alguém.

Na linguagem, tanto o signo, quanto o significado, são utilizados por diversos motivos e tendências. Com a luta pela transformação de tudo o que possa vir a ser ideológico, gera-se uma verdadeira carnavalização prejudicial no que tange ao real e ao politicamente correto.

Quando Barthes lembra-nos da indisciplina da literatura, transfere-nos ao saber que ela ou está no passado, recolhendo dados para sua sobrevivência ou desafiando com seus posicionamentos futurísticos[15], inserindo-se de tal forma na realidade das coisas que faz-nos sentir avaliados constantemente, pois a literatura abarca saberes que acessam as mais íntimas questões pessoais que nos povoam e que fazemos uso devida ou indevidamente.

DURMA COM ISSO

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                        Como um filósofo insano, que busca incansavelmente a verdade, a linguagem ousa situar-nos no limite de sua existência. Faz da escrita, instrumento incessante de existência, mas ela deixa de ser ordinariamente existível, para transmutar-se para uma forma dramática que chamamos de realidade. Ao recriar-se a linguagem, descobre-se a saída perfeita no sentido de sublinhar as ente linhas da literatura o que a transforma em  exercício correto do saber.

 A LITERATURA HABITA O ABISMO DOS SABERES

                         Como podemos verificar, em Rolland Barthes, semiologicamente, o saber se estabelece contrapondo-se ao poder. A arte torna-se neste contexto, instrumental de resistência a ser considerada enquanto forma efetiva de ação opositora ao pré estabelecido, pois reinventa padrões e comportamentos da sociedade. Inventivamente, o sistema social caotiza essa cultura de vanguarda e revolucionária, consumindo-a e tornando-a lugar comum do ápice da sociedade que  valoriza o desenfreado consumismo: arte torna-se consumo. A cultura se homogeniza, incorporando-se esse mecanismo, perdendo sua identidade enquanto objeto subversivo e se incapacita nesse desafio pois afirmativamente a arte tornou-se consumo.

                        O ciclo repete-se infinitamente, modificando-se apenas os sujeitos centrais envolvidos. É como um eterno gestar, parir constante, sabendo que o consumismo devorará certa e invariavelmente nossos filhos. Mas felizmente há rebentos que nunca serão absorvidos e nem inseridos no contexto massificado do saber… Eis nossa esperança: Eis novamente o parasita filosófico tornando-se presente.

 AO PODER, O ANTI – PODER! 

                           Para finalizar, ou tentar finalizar o infindo, chego à (in)conclusão de que somos eternos viajantes sem morada fixa, tendo como lar a estrada. Tentando a todo custo manter-se livre, íntegro e firme em suas concepções de vida, detendo-se apenas quando encontrado algo que substitua suas lapidadas e  mais intimas verdades. Nunca deixando de lado a capacidade de maravilhar-se, e nem mesmo permitindo o cérebro coibir a emoção de sua marcante presença. Muitas vezes seremos ou não levados a sério, mas teremos certeza de existir pessoas maravilhosas que detém o saber por segundos cósmicos e os distribui impunimente e incançavelmente.

 “(…) Para a filosofia, o caminho é a emioção!”[16]

                        A ciência busca o concreto… a arte o abstrato… Observando Guernica[17], de Pablo Picasso nota-se como ele é muito mais simples sem ser simplório, ele condensa oportunidades em pontos justos.

                        A filosofia, não reside apenas em protestos contra o descabimento social, mas avança sobre tudo isso de forma a gerar no indivíduo a capacidade de raciocinar o seu contexto vivencial,  cabe ao humano concatenar essa função com a sua capacidade de assimilação o todo.  O artista busca a beleza essencial, alertando assim sobre o tema desenvolvido artisticamente com o que pressente ser verdadeiro. A arte é uma verdadeira mancha utópica na ditadura da existência. Rolland Barthes assimilou isso em sua vida e concretizou o sonho de ter a capacidade de discernir o erro correto na literatura, com o acerto incorreto do poder.

“(…) Assim, é graças a essa organiozação que o espíerito,como um músico,produz em nós a linguagem e nos tornamos capazes de falar. Este privilégio jamais o teríamos, sem dúvida, se os nossos lábios tivessem de assegurar para as necessidade do corpo, acarga pesada e penosa da alimentação. NASA mãos chamaram a si esse cargo e libertaram a boca para o serviço da palavra (…)”[18] 

                        A criação desse artista das letras não se cataloga, a gramática, a sintaxe de sua arte, não se ensina, mas se apreende na melhor ou pior forma possível, pois a ele foi legado o conhecimento da manipulação das palavras e como tantos que o fazem, Barthes tem consciência de seu poder e envia-nos sinais de esperanças concretas de que há saídas tangenciais, ensina-nos a caminhar com os próprios pés suportando o peso do saber.

                        Sua criação só se realiza no acaso, transfigurando-nos a alma e instantaneamente gerando em nós o acaso pessoal e intransferível. O insigth desse artista transmuta-se em iluminadas possibilidades de se abastecer  no imbatíel. Somente se atém a esse processo o buscador atento e feroz, pois aos outros fica apenas a incompreensão dessa deliciosa insanidade, dessas confusões mentais,  desses desafetos verbais.

O verdadeiro artista contemporaniza sua arte.

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 o verdadeiro mestre se dá  com a vontade de compreender o incompreensível.

                         Rolland Barthes, fere como a cor que violenta o muro, causando-nos uma cegueira momentânea para esclarecer o que deveria estar óbvio, mas encontra-se devidamente  e propositalmente oculto.

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Metáfora

 Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: “Lata”
Pode estar querendo dizer o incontível

Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: “Meta”
Pode estar querendo dizer o inatingível

Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível

Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora

 Composição e letra : Gilberto Gil – 1982

 


[1] Escritor, sociólogo, crítico literário, semiólogo e filósofo francês. Fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão.

[2] In BARTHES, Rolland, AULA- Aula Inaugural da Cadeira de Semiologia Literária do Colégio de França, ,14º edição, tradução e posfacio Leila Perrone Moisés,  editora cultrix, São Paulo, 1977

[3] Alusão ao falecimento de Rolland Barthes, em novembro de 1980, quando fora atropelado em uma rua de Paris.

[4] Permito-me uma pequena licença e explico o termo “maldito” me referindo  aos que me instigam ao saber, aos que promovem em mim o revolver  do pensar filosófico.

[5] Ibidem 2

[6] Ciência da linguagem, conforme sua origem (americana ou européia), é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ambos os termos são derivado de “Semeion”, que significa “signo”, havendo desde a antiguidade uma disciplina médica chamada de “semiologia”.Mais abrangente que a lingüística, a qual se restringe ao estudo dos signos lingüísticos, ou seja, do sistema sígnico da linguagem verbal, esta ciência tem por objeto qualquer sistema sígnicoArtes visuais, Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião, Ciência, etc.

[7] In: MEIRELES, Cecília. Romanceiro da Inconfidência. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005

[8] Psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis. Com formação eclética, transita pelas áreas de teologia, psicanálise, sociologia, filosofia e educação. Sua mensagem é direta e, por vezes, romântica, explorando a essência do homem e a alma do ser. É algo como um contraponto à visão atual de homo globalizadus que busca satisfazer desejos, muitas vezes além de suas reais necessidades.

[9] Cito o filme “Labyrinth (br: Labirinto – A magia do tempo) é um filme norte-americano e britânico de 1986, dos gêneros aventura e fantasia, dirigido por Jim Henson e produzido por George Lucas.Têm em seu elenco o músico David Bowie, que interpreta  um bruxo que exerce  poder nomundo imaginário e faz conexãopermanente com o mundo real.

[10] Na psicologia analítica (Jung), é dado o nome de persona à função psíquica relacional voltada ao mundo externo, na busca de adaptação social. Nesta acepção, opõe-se à sizígia (animus/anima), responsável pela adaptação ao mundo interno. No processo de individuação, a primeira etapa é, justamente, a elaboração da persona desenvolvida, em termos de sua relatividade frente à personalidade como um todo. Nos sonhos, costuma aparecer sob várias imagens/formas. A palavra é derivada do verbo personare, ou “soar através de”.

[11] Ibidem 2

[12]  Termo subversão está relacionado a um transtorno, uma revolta; principalmente no sentido moral. No sentidos de destruir estruturas de autoridade, enquanto subversão se refere a algo mais clandestino, como erodir as bases da fé no status quo ou criar conflitos entre pessoas dominadas e dominantes.

[13] LUCKEP, C. C., J. P., Aprendendo a Pensar – Introdução à Filosoia, Editora Cultrix, São Paulo, 1948.

[14] Referência ao filme Charlie and the Chocolate Factory (br: A Fantástica Fábrica de Chocolate ), onde a  história baseia-se em um livro homônimo, do escritor galês Roald Dahl, publicado em 1964.

[15] Analogia com a arte que inova e incendeia o objeto.

[16] IHU On Line: Revista do Instituto Humanista UNISINOS – Henri Bérgson, A evolução Criadora

[17] Guernica é um painel pintado por Pablo Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris. Foi exposto no pavilhão da República Espanhola. Medindo 350 por 782 cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como representativa do bombardeio sofrido pela cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937 por aviões alemães, apoiando o ditador Francisco Franco. Actualmente está no Centro Nacional de Arte Rainha Sofia, em Madrid. A pintura foi feita com o uso das cores preto e branco – algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio da cidadezinha espanhola. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios nascidos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã (Luftwaffe), já sob o controle de Hitler, aliado de Francisco Franco.

[18] Gregório de Nisa, in “Tradução da Criação do Homem”, 379 d.C.

Published in: on 17 de março de 2011 at 19:19  Comentários desativados em CONVERSA COM ROLLAND BARTHES (RL/03/11)  
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UM POUCO DE MINHAS IDÉIAS ! (RL/03/10)


EDUCAR…   PREPARAR… FOGO!

     

 EDUCAR?

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         Quando um homem velho, de barbas velhas, idéias velhas, enfim  com a senilidade emocional aflorada  por todas as suas articulações,  provoca ao seu redor o mesmo comportamento, estatizando o que antes era móvel, certamente a reação da grande maioria é aceitar e obedecer, não pela sua sabedoria anciã, mas pelo próprio comodismo. O suor de se lapidar uma mente é algo maior do que ensinar o reles Bê-a-bá e quando bem feito: floresce, pois o pupilo cresce, mas isso só se verificará, quando seu possível mestre – o artesão dos saberes – estiver se ocupando de outras pedrinhas a serem lapidadas e ao olhar para o lado encontrará um belo diamante por ele cultivado pelo esmero que lhe é costumeiro.

         Na memória afetiva de cada indivíduo, por mais que haja amnésia, é justo falar que o fomento do saber sempre se fará presente, independendo de seu grau de complexidade e de interesse, há de se convir que cada fragmento, cada instante de conhecimento que se perca neste contexto, certamente algo de desvantajoso ocorrerá para o futuro desse fruto que há de vir. Mas… “O importante não é a quantidade, mas a qualidade”, não é? Se o que pesquiso pela vida e que tece meus saberes que (des) conheço bem, essa frase não me encaixa de maneira alguma, principalmente no que tange a padronização de conhecimentos, o mistério está aí, o saber pernoitar uma vez o insólito, outra vez o fantástico, num outro instante o acadêmico básico, por horas o inimaginável,  retornando num recomeço que não tem fim…

            Complexo seria para mim, ser obrigada a não mais devanear, não mais descobrir, novas identidades de conhecimentos, ou pior, ser obrigada a jamais vislumbrar o horizonte com medo de que haja incandescentes sóis e que esses sóis dilatem- me as pupilas a ponto de cegar-me da ignorância. Mas é preferível ser um cego à ver minha nau  submergir por não saber remar nas turvas e turbulentas ondas do viver:

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     “Não vou buscar a esperança na linha do horizonte,

      Nem saciar a sede do futuro…

      Na fonte do passado nada quero e tudo espero

     Sou quem  peca, sou quem grita,

     Quem na orquestra desafina

     Quem delira sem ter febre, sou o par e o parceiro

     Das verdades,  à desconfiança…”

(João Ricardo – 1976)[1]

APONTAR…

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                   Qual o prazer contido no saber quando um em função do outro se extingui e deixa a existência daquele que sobrevive com o sabor de veneno?  Ignorar esta questão é o mesmo que obrigar o feto sair do ventre, caminhando… Não se pode deixar de aliar o prazer de estar descobrindo o saber com o ato em si, é muito mais que neurônios, são vísceras que se aliam a paladares ancestrais, que tumultuam como cristais emocionais, que pululam desde longas datas o ânus da incompreensão, cercar o saber em cercas quadriculadas é o mesmo que delimitar quintais, é o mesmo que vestir um manequim de avental e chamá-lo de mamãe, compreendo a incompreensão do que digo, mas sei também que neste momento o que mais me interessa é alçar vôos anteriormente impossibilitados pelo marasmo de uma sociedade fraudulenta e fétida, mãe é antes de tudo mulher e antes de tudo o mais, é um ser que anda, vive, questiona alicerça-se e novamente perde seu chão em função de si mesma, o saber é como a mulher, insegura, triste, feliz, desgastante, inquisidora, fere, mas é intensamente profundo e de tal forma  dimensionado para são se saciar em si mesmo, é algo que gera vidas e essas vidas outras vidas, outros saberes, outros viveres, que não deve ser  confundido com viveiros que aprisionam o ser de voar e nem víveres, que provisiona o físico, mas jamais sacia a fome e a sede do movimento constante do ato do saber.

                        Mas o que fazer diante do sonho de se educar e da realidade de saber existir monstros que devoram o saber, enlatando-o sob forma de dejetos fecais a serem distribuídos em livros pseudo didáticos, cartilhas que de nada “suavizam o caminho” dos estudantes aflitos por sair de uma sala ambiente que nada oferece a eles senão a lembrança de seus nomes escritos nas “carteiras”.

                        O que é o verdadeiro conhecimento a ser colocado para o adolescente que se encanta com a profusão de seus hormônios que o fazem (perceber) parecer mais homens? Os valores que nos são impostos todos os dias fazem-nos fantoches daqueles que oprimem propositadamente (afinal eles querem continuar a ser os donos do poder). Como buscar a auto superação sendo que nem mesmo a criança encontrou um eixo familiar para poder suportar o peso de se viver em uma sociedade desigualitária (desigual + totalitária)?

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                        Mas o que resta? Um suspiro como último e derradeiro sopro de vida de uma caótica e despótica sociedade? Ou teimar, como alguns teimam em dizer “não ao não”, simbolismos a parte, deixo claro que não sou eu a desvendar o mistério do correto educar mas há tantas setas, tantas nuances que nos levam a erros e… acertos, e certamente quando se faz uma análise mais pormenorizada de nossa estrutura educacional, palavras feias e despudoradas tornam-se verdadeiras tulipas incandescentes numa mente crítica e a voz não cala a alma, a voz não contem o batimento de um descompassado coração agitado pelo desconforto de uma militância a favor dos céticos assépticos, a favor dos descrentes, a favor dos muitos crentes. Mando às favas os favores e agito  uma bandeira, talvez a única de proporção tão pessoal: O ser humano vale mais do que uma sociedade? Mas o que é uma sociedade do que seres humanos agrupados?

  hitler[2] também agrupou seres  humanos !

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             Em fileiras… e logo após em covas! E ainda hoje estamos enfileirando conceitos introjetados por sua ideologia em nossos atos diários…

                        Estamos deseducados a pensar e Bakunin[3] já reforça isso quando afirma ser necessário repensar uma escola não só para as crianças, mas para os adultos também, o processo canceroso não se extirpa quando lhe é dado tratamento externo, mas as raízes terão que ser decepadas para que não se evolua, quando a autoridade se faz presente,  certamente não ocorre educação mas “ordenação”.

                        Outro questionamento :

                        Ate que ponto uma educação libertária também poderia ser um objeto de alienação total de um indivíduo, partindo do pressuposto que se contrapõe àquele que é contra seu ensinamento?

                        Sem defender um ou outro lado ou tantos quantos forem os lados ideológicos, a liberdade é fornecer conhecimento, mostrar benefícios e malefícios e a opção é acolhida por aquele que estuda e não por quem ensina, que mesmo tendo as melhores das intenções, certamente tem suas tendências movidas pelas suas preferências. Poderia eu citar meu amado e saudoso mestre/professor Silvio [4]: “No indivíduo cujo o ensino fora baseado na obrigação: o efeito é claro: cria  seres pálidos, encarnação mesma da mesmice, seres sem autonomia, sem individualidade e, portanto sem brilho próprio, sempre escondidos e amparados na massa, incapazes que são de pensar e agir por eles próprios. Quanto a sociedade, é obvio que a criação de tais seres só pode contribuir  para a manutenção mais fácil de um rebanho, pois que não passam de cordeiros quando postos em frente ao poder, embora sua violência intolerante possa facilmente ganhar força enquanto massa quando se trata de destruir o diferente, o autônomo e o criativo(…)”

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                        Aquele que pretende educar certamente diferencia-se pelo fato de tecer em toda a sua vivência,  formas alternativas de ludibriar a ideologia e compactuar suas vitórias cotidianas com seus semelhantes que almejam através da educação uma nível diferenciado de consciência do adulto, da criança  e principalmente para si mesmo, uma sociedade igualitária, sem cercas, mas com jardins floridos e os ipês? Os ipês florescerão certamente dentro de cada pessoa a qual fora plantada a semente da igualdade, da auto estima, da compaixão, da força, da luta e principalmente do amor .

                        Mas uma coisa temos que ter claro, é necessário dar um basta nesses laboratórios travestidos de escolas os quais fazem de nossas crianças objetos de experimentos que só favorece os egos dos “proprietários e donos de saberes”

                        Portanto é de suma importância alertar aos futuros educadores que cada “objeto de sua pesquisa” nada mais é do que seres humanos que mesmo destituídos do treino do pensar, podem se rebelar, como um cão que ladra, ladra, e depois cansado de receber osso sem carne começa a morder.

  FOGO !

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                   Seria completamente insano de minha parte deixar a responsabilidade à revelia de educadores que também são desprovidos de uma maneira saudável de raciocínio, posso até acrescentar, seria puro egoísmo, pois parte e grande parte da desestruturação total da educação ao sistema político vigente, que por incrível coincidência tem como soberanos: Seres humanos!

A alimentação, a moradia, saúde, alia-se ao fator educação, na função de desagregar qualquer força possível de resistência que faça valer a vontade e direito de um cidadão: Quanto mais pessoas pensam, maior é a exigência dela para com seus líderes: Coisa de gente que pensa sabe… (A gente não quer mais pão e circo, mas é o que até hoje nos oferecem à alto custo).

                        Na medida em que se descentraliza poderes e delibera espaços para que uma comunidade, uma nação, um indivíduo possa recriar o seu pensar-agir, certamente haverá o caos e também uma ordem nova se estabelecerá (por favor não alie esse pensar com questões referentes aos illuminatis[5], sejamos coerentes com o presente texto proposto, por favor), onde um pedaço de papel jamais valerá mais que um aperto de mão, onde um simples olhar não será mais uma censura, e vitória de um pai que criou “bem” o seu filho. Muitos papeis se inverterão, outros serão criados e principalmente, velhas e belas estolas engomadas sairão das casas não rumo à fogueiras, mas quem sabe à museus, criados especialmente para que não mais incorramos no erro de querer comandar o outro ou até mesmo ceder e deixar-nos acorrentar ao “…pé  da mesa do Senhor”. E a mulher… A mulher é uma coisa a parte, uma parte que soma ao todo, mas uma grande parte. Enfim uma outra história…

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[1] João Ricardo: cantor e compositor de Portugal. Tinha quatorze anos á época e viu-se envolvido com a música brasileira de imediato. Cedo começou escrevendo letras para músicas de um vizinho que o levou a aprender violão para fazer as suas próprias. A partir dos dezessete, dezoito anos, compôs algumas das que viriam a se tornar clássicos da banda seminal que fundou, Secos & Molhados.

 [2] Adolf Hitler: líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, também conhecido por Partido Nazi ou nazista, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratas, os Sozi. Hitler se tornou chanceler e, posteriormente, ditador alemão.

[3] Mikhail Aleksandrovitch Bakunin , teórico político russo, um dos principais expoentes do anarquismo em meados do século XIX.

[4] Silvio Donizetti de Oliveira Gallo: pedagogo e filósofo anarquista brasileiro, autor de uma série de publicações fundamentais que o tornaram um dos principais expoentes da pedagogia libertária no Brasil.

 [5] Illuminati tem sido empregado especificamente para referir-se aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta da era do Iluminismo. Nos tempos modernos, também é usado para se referir a uma suposta organização conspiracional que controlaria os assuntos mundiais secretamente, O nome Illuminati é algumas vezes empregue como sinónimo de Nova Ordem Mundial, Muitos teóricos da conspiração acreditam que os Illuminati são os cérebros por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma tal Nova Ordem Mundial, com os objetivos primários de unir o mundo numa única regência que se baseia em um modelo político onde todos são iguais.

Published in: on 17 de março de 2011 at 18:00  Comentários desativados em UM POUCO DE MINHAS IDÉIAS ! (RL/03/10)  
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