Da Caixola da Mãe Florzica (Série Folclórica Memória) RLessa


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E não é que comendo agorinha à tarde um bolinho de “bufá”…

Sim de bufá, pois o bolinho de fubá de minha mãe é de bufá (desde pequena eu sempre pedia pra minha “Vó Tefhania” (anjo guerreiro do clã dos Zoccante, mulher de fibra, guerreira que me ensinou cuidar de horta, tratar do do galinheiro. espantar a eterna raposa do abacateiro na companhia do pastor branco General, fogão de lenha, forno de barro, poço d’água, sino o portão era nossa melhor campainha, chão de tijolo encerado numa das salas enorme que tínhamos em casa quando eu era meninota.

“Trepar” em árvore: jaqueiras, jabuticabeiras, mangueiras, pé de caqui, abacateiros, “vixi” eram tantas e cada uma com um lugar de afeto em minhas lembranças de menina moleca…

Gansos, patos, marrecos, vacas, jabutis, tartarugas, abelhas, cavalos, cabras, bode…
Hummm …

“Totó” meu amado e companheiro bode de estimação, marido da Binba, Chicória e da Bita… só eu aguentava seu cheirinho (rs)…e como eu abraçava o Totó…

Mas o bolo…

Sim o bolo…

Hoje na cozinha de casa, bolo de bufá, café coado em coador de pano marronzinho de uso e de lembranças do dia a dia, dos eternos hojes…

A fumacinha saindo dos pedacinhos da massa cortada com a mão, fez num relâmpago saudoso minha mãe falar que quando era pequena, começando a descobrir a vida, sua avó fazia para ela o bolo de fubá assado em panela de ferro com o braseiro por cima da tampa…

Confesso que senti inveja do sabor que ela guarda consigo há quase oitenta anos…

Minha mãe, meu tesouro, meu encanto, meu anjo protetor…

Que sorte tenho de ter a oportunidade de tantos momentos de molecagem, traquinagem, brincadeiras, comilanças.

Ahhh… poucas crianças viveram tão intensamente como eu uma infância caipira, pés descalços, alma solta no vento, guerra de barro embaixo da chuva, fogueira de São João com os galhos acumulados que caiam das árvores….

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Published in: on 7 de junho de 2017 at 18:57  Comentários desativados em Da Caixola da Mãe Florzica (Série Folclórica Memória) RLessa  
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DÁ LICENÇA, Ô DE CASA? (RL/05/14)


“(…) tudo junto e misturado (…)”?

Sim, somos “tudo junto e misturado”, unidos, desmembrados, transgredidos  conscienciosamente ou não, por algo que não se ata e nem desata do que realmente nos propomos ser, dizer e fazer; fato e ato que muitas vezes nos pega de surpresa e nos deixa à deriva do surgimento de um amarelecido sorriso ocasionado pelo flagrante e delicioso ato falho que é o improviso da vida diante todo caminho percorrido pela humanidade em seu contexto cultural. Somos habitantes e habitados nesse universo de signos e significados, num casamento mais que perfeito com tudo aquilo que humanamente julgamos irreal, mas que por tal e tanto uso nem sequer nos damos conta que nossa escola ancestral sobrevive em tudo o que somos, dizemos e fazemos, é o nosso eterno legado herdado e deixado aos próximos como legado do fazer de conta.

Conta?

Sim, essa conta de que até mesmo quem não conta um conto, transborda saberes na tessitura de seu bordado interior. Feito vida, aumenta o ponto dessa tresloucada fábrica de inventividade folclórica que é o lado mais delicioso e inadmitidamente intrínseco em tudo o que somos, mas devido à pressa dos dias que ainda nem chegaram deixamos de lado. Subversivamente nossa herança cultural ancestral se abastece a cada segundo naquilo tudo que depositamos em nossas vidas, diuturna e incansavelmente ela jamais é esquecida, mas deveras é relegada a não comprovação no reino de pseudos sábios instituídos pela lei humana.

Ah! Essas mesmas instituições que se perdem quando suas verdades conceituais tendem alçar voos surreais e sair do chão. A lei humana ainda não exerce na cultura ancestral o usual domínio dos saberes oficiais, pois ainda não acessa a dimensão dos não saberes, ata-se em teias mentais estruturadas cartesianamente por não considerarem real o que há de mais humano em nós.

Nós?

Sim, nesses nós, um coletivo existe sem que possamos atê-lo aos fios da cronologia humana, pois somos pequenos espaços conectados e concebidos com periodicidade limitada no plano físico. A nós os nós, e desatá-los por hora não nos são devido, pois estamos a eles tão inseridos e ensimesmados que ousar maior compreensão desse todo é trazer tais registros a um campo de ideias limitadas pelo território do status que estamos condicionados e vivemos. O que nos resta é talvez, numa ousadia quase insana, prover-nos da volúpia de trazer ao cotidiano, a manifestação da vontade daquilo que por hora não dominamos. Mas é impossível deter esse processo tão intimamente atrelado a nós, e que urdimos naquilo tudo que somos e sem que possamos exercer quaisquer formas domínios, inserimos e ocorre em nossa lida.

Lida?

Sim, lidamos com uma rede social complexa com questões que permeiam o lúdico, o mítico, as vontades, o educar, os pensamentos, os atos, as palavras, as ações, tateando por sobre nosso corpo num apalpar de ideias que nos dão forma; e a ruptura desta rede é impossibilitada pelas ramificações que somos submetidos, podemos sim abastecer-nos da óbvia constatação de que tudo é conectado não tão somente de forma virtual, mas como se vestíssemos formas de diferenciadas culturas, somos por assim dizer essa miscigenada criatura. Não nos damos tempo para reflexões profundas, a vida nos dias de hoje urge no tempo, feito tatuagem na superficialidade humana. Os desejos são realizáveis se os mesmos tiverem o propósito da manutenção dessa irreflexão implantada e cultivada em nós, desavisados seres ainda providos do ato e da potencia do pensar e agir. Abastecer nessas fontes turvas é deixar vir à tona não a essência, mas a incoerência de se considerar sábio o suficiente para manter-se domínio às formas, sem perceber que na verdade o inverso é o que ocorre. O risco mortal no final de cada ponto, a cada cerzimento ou remendo dado à vida, é talvez para alguns, cruel percepção de que a forma jamais será abarcada, transgredida, domesticada, formatada, pois simplesmente o é essência e que sábia e pacientemente é fibra urdida com percepção e compromisso diferenciados e que tem o dom de saber da riqueza do exercício de paciência da espera.

Espera?

Sim, a espera é algo que dá-nos certeza de uma nova natividade para a tradição com raiz engendrada e matizada no folclore, sobrevive diante as muitas e diversificadas manifestações culturais existentes, entre elas a de cultura popular, sua irmã. Os saberes tradicionais e nem sempre evidenciado na academia, sempre nos alertam que devemos reverenciar quem nos antecedeu e tudo que transmitiu, e jamais tentar normatizar o que se é livre, pois sua independência é fortalecida pela sua forma atemporal, metafísica e que lhe abastece de anima para tornar-se conteúdo, massa, corpo, forma, e acima de tudo ter sua manutenção na crença daqueles que a mantém resistente e residente no nicho que habita. Jamais nos esqueçamos de cada unidade que compõe a diversidade nesse “tudo junto e misturado”.

“tudo junto e misturado”?

Sim, esse maneirismo de “tudo junto e misturado” surge também da necessidade de resistência da força vital de uma tradição e do desvelar a consciência de que a manifestação cultural de um povo e que muitos chamam tradição, merece respeito a ser dado através do vir, a saber, o que é realmente esse termo, como ela, a tradição, se torna representante de todo um complexo mítico através do desenvolvimento do folclore local e sendo absorvida nos usos e costumes da cultura popular, e com sua existência apaixonante, torna-se produto de consumo de cunho acadêmico, e muitas academias sequer detém compreensão, pois sequer percebe-se pertencente a ela. Por isso a necessidade do educador se perceber inserido neste contexto para que possa transmitir essa percepção para aqueles que têm como educando,
com efetiva paixão. Quando não só percebermos, mas assumirmos sermos seres de tradição manifesta; note que não me referi a mestres da tradição, pois esses são dádivas à parte; então teremos um olhar mais amplo, profundo, respeitoso e dignificante a todos os que fazem parte desse ciclo de vida humana, que pela sua excelência sapiente transforma-nos em
seres culturais e de tradição; saber transmitir tal riqueza ancestral é trazer à tona uma faísca de esperança de que nossos jovens possam sim ser a continuidade daquilo tudo que construiu sua história.

Roberta Lessa- Folclorista/Pesquisadora
Centro do Folclore de Piracicaba-Comissão de reativação
Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba-Coordenação
Secretaria Municipal de Ação Cultural-Folclorista
robertalessa@uol.com.br

Published in: on 26 de maio de 2014 at 17:43  Comentários desativados em DÁ LICENÇA, Ô DE CASA? (RL/05/14)  
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SOBRE COMO SOU, SER, SEREI – (RL/05/14)


ASSIM:

Sou assim também e por isso às vezes alguns gostam e outros desgostam, mas essa é a métrica da vida, que seletiva, jamais nos deixa à deriva do que realmente somos. Nossas verdades mais íntimas sempre esta à soleira da porta, permanecendo  ali feito espelho para que possamos ver realmente como somos.

Imagem coletada na Internet

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FILOSOFIANDO IDEIAS- SOBRE PAIXÃO E COM PAIXÃO


Não se apaixone, aproxime-se com ternura e sem imposições
Não se apaixone, reconheça-se no aproximar-se do outro
Não se apaixone, esclareça-se antes de ter expectativa
Não se apaixone, desaproprie-se da ideia de posse
Não se apaixone, desconecte-se da esperança da absorção
Não se apaixone, liberte-se e deixe livre o ser ao lado
Não se apaixone, encante-se o suficiente para não temer o adeus.


AS VEZES AS PALAVRAS PESAM MAIS QUE AÇÕES, OUTRAS AS AÇÕES PESAM NO TEOR DA PALAVRA.

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A vida faz com que sejamos resistentes, e ao mesmo tempo sensíveis à ponto de não mais temer as dores e sim senti-la como eternos pontos de partida por caminhos a desabrochar…

Published in: on 17 de maio de 2014 at 9:29  Comentários desativados em SOBRE COMO SOU, SER, SEREI – (RL/05/14)  
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SOBRE BARULHOS, BUGALHOS E BAGULHOS – ROBERTA LESSA


FILOSOFIANDO IDEIAS-SOBRE BARULHOS, BUGALHOS & BAGULHOS

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn:  http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

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Há seres do barulho: pleiteando vocal espaço sem atados alicerces.

Há seres do bugalho: pleiteando vocal espaço sem atados enlaces.

Há seres do bagulho: pleiteando vocal espaço sem atados entorses.

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn:  http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

Há vida no barulho: reinventando no urro a sede do buscar;

Há vida no bugalho: reinventando no urro a sede do cantar.

Há vida no bagulho: reinventando no urro a sede do imaginar.

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1510.html

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1510.html

Há pulso no barulho: retorcendo-se em dança frenética com a poética.

Há pulso no bugalho: retorcendo-se em dança frenética com a estética;

Há pulso no bagulho: retorcendo-se em dança frenética com a fonética.

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1480.html

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Há penar no barulho: entristecendo a arte e fortalecendo o sentir da luta.

Há penar no bugalho: entristecendo a arte e fortalecendo o sentir da lata.

Há penar no bagulho: entristecendo a arte e fortalecendo o sentir da falta.

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1480.html

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1480.html

Há barato no barulho: alegrando a face de quem resiste à saudade.

Há barato no bugalho: alegrando a face de quem resiste à maldade.

Há barato no bagulho: alegrando a face de quem resiste à idade.

 

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn:  http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

Há distancia no barulho: discriminando mãos calejadas de saberes.

Há distancia no bugalho: discriminando mãos calejadas de altares.

Há distancia no bagulho: discriminando mãos calejadas de pensares.

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn:  http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

LEONARDO DA VINCI: Imagem coletada inn: http://davinci.net76.net/pintor/1470.html

Há esperança no barulho: anoitecendo o lacônico sorrir desesperador.

Há esperança no bugalho: anoitecendo o lacônico sorrir desencorajador.

Há esperança no bagulho: anoitecendo o lacônico sorrir enganador.

 

Published in: on 6 de abril de 2014 at 11:55  Comentários desativados em SOBRE BARULHOS, BUGALHOS E BAGULHOS – ROBERTA LESSA  
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MENSAGEM PELO TEMPO – roberta LESSA


 UMA QUASE ALUSÃO AO PASSADO RECENTE

Imagem: Internet Livre

Ainda ouço a voz de minha mãe, afinadinha, ecoando por entre minha infância, a cantar tesouros como “Meu Primeiro Amor”., essa sensação sempre vem acompanhada do doce cheiro do mato, das plantas, das frutas, do verde e demais cores e sabores, como o do doce no tacho de cobre, feito com as frutas colhidas fresquinhas, e que foram plantadas com as mãos daqueles que foram origem do que sou.

A recordação corre livre solta e novamente me vejo pisando por entre canteiros e canteiros de sonhos correndo atrás das borboletas rurais, cigarras atinais e beija flores enluarados de amor, hoje bichos raros de encontrar fora do imaginário ou de matas restritas por cercanias.

Na cozinha havia o inesquecível crepitar das achas de lenha no fogão, deixando livre no ar as fagulhas que teimavam imitar o movimento dos ousados pirilampos a dançarem lá fora no terreiro de chão batido.

Imagem: Internet Livre

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Sentada na cadeira de palha ao lado do fogaréu de seu fogão à lenha, a guerreira Estephania, aguardava os momentos de mexer o tacho onde fazia o doce com as goiabas mais abençoadas e vermelhinhas que eu conhecera e jamais vira ou comera em lugar algum. Ajoelhada em frente ao altar improvisado em cima do armário da cozinha, recheadinho de fé aos santos de devoção, essa altiva e ativa avó de lembranças vívidas, com seu vestidinho florido de algodão, avental marcado pela lida do dia, muitas vezes já puído e cerzido de histórias e memórias, orava todas as manhãs e noites em agradecimento ao dia num ato de reverência tão profundo que eu, criança chegava até ver luzes e vozes celestiais em seu entorno dessa mulher que me ensinou o poder de acreditar poder fazer as coisas acontecerem. Essa saudade que não tem tamanho, tempo e nem momento, tem o poder da presença, é como se uma janela se abrisse e nos confortasse com passados que valorizamos.

Pela porta de folhas duplas, esculpidas manualmente na madeira pelos meus ancestrais, um outro cenário era deflagrado: A sinfonia bem regida pela maestrina natureza, que fundia a sonoridade inimaginável do silêncio noturno, com os ruídos que rompiam -lhe num compasso único, o vento que soprava conduzia a melodia que gradualmente era abençoada com o sussurro da chuva que mansamente caia na madrugada, naquelas telhas de barro, na janela envidraçada, naquele chão pisado, deixando emergir o cheiro bom de terra molhada. Os pequenos seres noturnos eram um espetáculo à parte, entravam e saiam na casa zunindo num bailar que acompanhava a orquestra lá fora, grilos marcavam compasso, besouros transformavam-se em rica base na escala musical naturalmente apresentada, e dos grilos nada mais esperar que o arrebatamento sonoro para novos e saudáveis sons.

Imagem: Internet Livre

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Hoje, fisicamente, trago comigo parte desse cenário amado, o moedor manual de café, que depois de torrado nos deliciava pelo sabor e aroma; o ferro de passar à brasa que certamente além de alisar nossas vestes, aqueceu também muitas noites frias de inverno; o escovão que lustrava o chão de tijolos que de tão gastos, encerados e polidos tornaram se puro brilho; o lampião à querosene que anunciava a chegada do avó maquinista da antiga Sorocabana; a espiriteira que aquecia e iluminava o ambiente, a alpargatas roda rota pelo uso, de minha avó, a tão bem guardada roupinha de meu batismo juntinho ao primeiro sapatinho de meu filho dado por sua madrinha antes mesmo de nascer, seu primeiro presente pela vinda ao planeta…

Num ciclo virtuoso ancestral com origem diversa e diversificada… guardo ainda muitos itens que tem mão de meu povo, suor de minha origem, calor de tudo o que sou e que ainda me aquece, por isso essa eterna conexão indissolúvel com esse simbólico traduz em vida todo um passado vivenciado.

Existe no passado muito de belo que deve servir de nutriente para nossos bons sentir e viver no presente que nos encontramos. Es a mágica de estar presente nas raízes que nos sustentará a cada hora, sentimento, desafios e reconhecimento que somos elo de uma grande egrégora que pulsa dento de nós, parte desse todo que é tão universal e por assim o ser passa desapercebido, mas que é presente em nós à cada pulsar, a cada respirar a cada caminhar …

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Published in: on 3 de março de 2014 at 3:16  Comentários desativados em MENSAGEM PELO TEMPO – roberta LESSA  
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CENTRO DO FOLCLORE DE PIRACICABA-CARTA À TRADIÇÃO IV


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Imagem gentilmente cedida e desenhada por Zequinha, mestre em Capoeira de Angola de Piracicaba – SP
Que ótimo seu interesse, agradeço pelo contato, você  realmente é essencial, generosa e necessária nesse momento tão importante para nós fazedores de tradição.
Claro que poderemos nos encontrar, falarei com os queridos “fazedores” (chamo carinhosamente de fazedor, aquele que faz de sua arte de tradição parte de sua vida cotidiana em prática de preservação da cultura folclórica que abarque a tradicionalidade de Piracicaba) que fazem parte  da Comissão de Reativação do Centro do Folclore de Piracicaba, São queridos e os pilares tão necessários para a estruturação do Centro do Folclore de Piracicaba – CFP.
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Só peço um tempo para poder contatá-los, falar da importância de eles estarem na mídia para que possamos nos tornar ainda mais visíveis com nossos fazeres, dizeres, sabores  e saberes. Muito de nós não temos acesso à internet e por reverencia aos nossos Mestre da Tradição convido por carta, telefone ou até pessoalmente.
estamos nos estruturando aos pouquinhos e devagarzinho, em nosso tempo, pois tudo que é de nossa arte é de um tempo diferente do tempo do consumo, do tempo da rede, do tempo do progresso, pois é um tempo do tatear, tempo do olhar nos olhos e nos reconhecermos, enfim, é um tempo caipira de ser e fazer as coisas.
Somos poucos e tão intensos, somos representantes de nossas tradições, e aos poucos outros vão somando com a gente no decorrer de nossos encontro, sabe aquela  divulgação mais boca a boca? Por hora somos:Batuqueiros, Congadeiros, Candomblecistas, Irmãos do Divino, Capoeiristas, Irmãos de São Benedito, Contadores de Causos, Sanfoneiros, Modinheiros de viola, Cururueiros, Repentistas, Tocadores de Berrante, artistas Naiffs, Contadores de Estórias, Umbandistas, Escritores, somos também o elo entre aqueles que vieram antes de nós e  aqueles que virão e somarão conosco.
Temos também a deliciosa participação, sempre à convite nosso, de algumas pessoas queridas que não são da tradição mas detém apreço à causa e sabem que de uma forma ou de outra estão conosco conectados.
Existem ainda alguns fazedores da tradição que mostraram interesses e estão se programando para virem nos próximos encontro, isso me delicia, pois a cada mês uma nova e linda presença vem chegando de mansinho e somando com agente, isso é lindo.
Estes encontros inicialmente ocorreram com bates papos individuais com os fazedores para que eu pudesse saber do interesse deles reativarem o CFP em nome dos fazedores de tradição, para que seja a voz desse coletivo que merece ser re dignificado, e merecem terem uma representatividade num organismo sócio cultural que fomente proximidade para um proseio entre as  diversidades de nossos patrimônio imaterial manifestos,  gerando assim  esse delicioso diálogo com sabor de um cafezinho com bolo e carinho no som da voz da tradição, aquela que nasce no peito, transborda gargantas e alça voos para o mundo.
Inicialmente contamos com o apoio cultural da Secretaria Municipal de Ação Cultural, através da Biblioteca Municipal, local onde ocorrem os encontros, mas nossa meta é continuarmos independentes entre nós e nossa arte, assim não somos um órgão público municipal, mas uma entidade de aglutinação dos fazedores da tradição.
O Centro do Folclore de Piracicaba, que fora a voz de antigos fazedores na década de quarenta até 1988. Com o falecimento de nosso folclorista querido João Chiarini que levantou o estandarte da tradição local e muito fez por isso essa entidade deixou de ser ativa.
Depois de estudos  e fundamentada  na certeza de que o CFP é uma entidade também de essência tradicional do município de Piracicaba, e que elevou a cultura folclórica tradicional até mesmo a nível internacional; e após os já citados diálogos com os fazedores,  entrei em março de 2012, com o pedido de reativação do  Centro em nome dos fazedores,na Cãmara Municipal, com o intuito também de reativar toda a tradicionalidade ancestral que o fez tão necessário e precioso à cultura local, atravessando décadas até chegar em nós.
Já estamos no quarto encontro que são mensais, sempre nas terceiras segundas feira de cada mês. São reuniões a priori internas  e que estamos nos ouvindo, e sendo ouvidos, afinal somos tantos e com tantas necessidade esperanças nessa nova investida  que mira a união entre as diferenças…
Estamos estruturando o estatuto original, a fim de trazê-lo à realidade cultural nacional e de nosso cotidiano tradicional, atualizando no contexto sócio, cultural e legal, respeitando as normativas na UNESCO, e Ministério da Cultura para se legitimar enquanto entidade representativa.
Temos sonhos, esperanças de fazer valer nossas expectativas e vontades gerando juntos linhas de ações efetivas/afetivas voltadas à salvaguarda, registro, manutenção, difusão, continuidade e estruturação adequada de nosso fazedores de tradição e a sua/nossa arte herdada através das gerações que muito fizeram para manter viva a cultura caipira de nossa Piracicaba.
Como sempre esse tema é uma paixão de uma neta de parteira que abria picadas na mata de uma Piracicaba tão antiga, do tempo dos troles, bondes, do tempo do benzimento, algo de lá longe, mas tão próximo de meu coração e sei que de meus pares, desses que são a segunda geração de fazedores que também abrem a picada, por entre arranhas- céu, tecnologias, e que sabem do valor do apertar as mãos, e do reverenciar tudo e todos oa que vieram antes de nós e nos deixaram seu legado.
De prático: Falarei com meus querido, preciso só saber quais dias você tem livre e a gente faz uma casadinha entre todos, assim todos poderão participar e você rever, pois sei que muitos já conhece, você já é da casa, e a casa está sempre aberta para aqueles que trazem consigo a luz e a beleza da pureza do Ser Humano.
Com “A” de Afeto!
Roberta lessa
da comissão de reativação do CFP

FRAGMENTOS TEXTUAIS – (RL/04/14)


Imagem: Internet Livre

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A sociedade é provida sim de elementos míticos que afloram fisicamente e que por hora não os são explicados intelectualmente, com o tempo e com a evolução, os signos que a sociedade nutre em seu percurso, tornam-se ricos elementos de junção do universo físico e extra dimensional que se habita.
Imagem: Internet Livre

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Concordo quanto à inoperância e impostura de tratar a humanidade enquanto mecanismo de manobra, impingindo no indivíduo pseudo necessidades consumistas e que direcionam forçosamente os olhares e percepções à um lugar onde habita a ignorância dos fatos. Essa sede de poder é um mecanismo doloroso para muitos e lucrativamente prazeroso para poucos.
Imagem: Internet Livre

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Através dos mitos, ritos, crenças ocorre também a sobrevivência de um forte elo de unificação com o Divino, mesmo que inconscientemente, cabe a cada um o cuidar de seu refletir, o cuidar de sua obra maior, de seu templo interior e de seu padrão de evolução. É um momento tão lindo esse que nos encontramos.
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Published in: on 28 de fevereiro de 2014 at 13:04  Comentários desativados em FRAGMENTOS TEXTUAIS – (RL/04/14)  
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FILOSOFIANDO IDÉIAS – SOBRE TRADIÇÃO (RL/02/14)


Bom dia a Todas(os):

É importante considerar que as manifestações populares da cultura tradicional de um determinado segmento social são além de apresentações cênicas, montadas à revelia; expressões  sócio culturais que refletem  o “modus vivendi” de todo coletivo voltado à determinados valores construídos durante seu período de existência. Engendram-se nesse contexto a concepção de ser algo “além” de simples representações artísticas sem fundamentação ou isoladas de uma sua transmissão de uma geração para outra, pois abarca sim uma complexa rede de saberes, viveres e fazeres que convivem concomitantemente com nossa contemporaneidade já bastante globalizada.

Surge do imaginário coletivo ou individual e gerando formatos reais que sobrevivem na sociedade, influenciando toda população que muitas vezes nem se percebe participante e atuante da tradição, pois o “fazedor” (como teimo chamar aqueles que fazer, mantém e sobrevivem da cultura tradicionalmente folclórica) muitas vezes aplicam conceitos tidos tradicionais em seu dia a dia, pois é de seu uso e costume, e não permeia pela racionalidade intelectiva.

Além de meras apresentações de consumo, a tradição também acima de tudo são ações cotidianas inseridas informalmente nos miríades de práticas do coletivo humano, entre outras, arquitetura, artesanato, costumes, mitos, comportamento, crenças, culinária, vestuário, conceitos, medicina, objetos, religiões, eventos, literatura, brincadeira; e dessa forma, abrange a tradição local e ou geral considerando tais peculiaridades intrínseca na sua representação e forma de existir.

QUESTÃO INTERESSANTE:

O respeito ao Mestre é uma das prioridades do grupo de tradição, esse mestre o é pelo simples fato da qualidade de seus saberes, fazeres e dizeres adquiridos na temporariedade em que apreendeu sua arte e a transmite aos seus. São décadas de existência prática adquirida e compromissada com sua tradição e por isso é considerado pelos seus pares, Mestre.  Esse respeito há de ser ressaltado e considerado pelos novos e principalmente pelos não praticante dessa manifestação.

O mestre jamais se auto intitula, ele é fruto da eleição afetiva e efetiva do grupo a qual pertence.Como reconhecer esse ser de tradição? É ele quem menos se evidencia egóicamente, ele apenas o é, silenciosa e mansamente. Uma das características do real fazedor é ser parte do todo, e ser a voz do todo, desse coletivo que sabe e respeita o que é um mestre.

OUTRA QUESTÃO:

Tradição não é representação artística, mas vivência ancestral sendo trazida e continuada pelos novos fazedores, evoluindo e adaptando-se no período de sua existência física ou não de forma natural. Afora os modismos reinante e que fatores diversos provocam, é importante sempre elevar a tradição enquanto forma de expressão que inicia na latência, no âmago do fazedor e da sociedade que participa, essa força se expande de tal forma que é exteriorizada ao exterior social. Note bem: essa postura tradicional não se traveste num o fazedor da tradição, muito menos se estabelece encenações, há algo de continuidade e perenidade nessa questão. Há de se considerar a necessidade de salvaguardar nossas mais ricas expressões de forma que não se adultere seu conteúdo essencial, sabendo  e valorizando todo o processo evolutivo que existe no seu trânsito histórico e existencial. Um limite crucial a ser considerado é saber que entremeio à esta questão  existem:  grupos folclóricos tradicionais, pára folclórico, não tradicionais, e de representação, nem tradicional e nem folclórico, mas que resgata, quando bem estruturado muito da tradição local.

Segundo nosso amado e finado Abel Bueno, violeiro piracicabano que como tantos que já se foram e que deixaram um hiato em nossos corações e tradição reinante: “um caipira não se faz, ele é…” . Toda essa sabedoria em poucas palavras ditas por um matuto, deve ser considerada  para toda modalidade e tipologia das manifestações de tradição folclórica existentes em Piracicaba: Não se “monta” a arte do fazedor tradicional, mas ela  é uma construção cotidiana e diuturna e essencial ao ser comprometido com sua existência, transmissão, difusão, salvaguarda e continuidade.

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Roberta Lessa – Folclorista e Pesquisadora

 

Published in: on 27 de fevereiro de 2014 at 11:50  Comentários desativados em FILOSOFIANDO IDÉIAS – SOBRE TRADIÇÃO (RL/02/14)  
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CENTRO DO FOLCLORE DE PIRACICABA


LOGO-CFP

E O RENASCER DE UMA NOVA ERA DO CENTRO DO FOLCLORE DE PIRACICABA INSPIRA OS FAZEDORES DA CULTURA POPULAR FOLCLÓRICA DE TRADIÇÃO DE PIRACICABA
Em março de 2013, após uma ano de reuniões individuais com os fazedores (chamo carinhosamente de fazedor, aquele que faz de sua arte de tradição parte de sua vida cotidiana em prática de preservação da cultura folclórica que abarque a tradicionalidade de Piracicaba) da tradição de Piracicaba, um seleto grupo se reuniu com a finalidade de reativar o Centro do Folclore de Piracicaba – SFP, formando a Comissão de Reativação desse organismo tão representativo para a cultura  de tradição local.
Foto: Acervo CFP

Foto: Acervo CFP

Estamos nos estruturando aos pouquinhos e devagarzinho, em nosso tempo, pois tudo que é de nossa arte é de um tempo diferente do tempo do consumo, do tempo da rede, do tempo do progresso, pois é um tempo do tatear, tempo do olhar nos olhos e nos reconhecermos, enfim, é um tempo caipira de ser e fazer as coisas.
Somos poucos e tão intensos, somos representantes de nossas tradições, e aos poucos outros vão somando com a gente no decorrer de nossos encontro, sabe aquela  divulgação mais boca a boca? Por hora somos:Batuqueiros, Congadeiros, Candomblecistas, Irmãos do Divino, Capoeiristas, Irmãos de São Benedito, Contadores de Causos, Sanfoneiros, Modinheiros de viola, Cururueiros, Repentistas, Tocadores de Berrante, artistas Naiffs, Contadores de Estórias, Umbandistas, Escritores, somos também o elo entre aqueles que vieram antes de nós e  aqueles que virão e somarão conosco.
FONTE; Acervo CFP

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Temos também a deliciosa participação, sempre à convite nosso, de algumas pessoas queridas que não são da tradição mas detém apreço à causa e sabem que de uma forma ou de outra estão conosco conectados. Queridos com esse coração amoroso é sempre bom ter ao lado da gente. Existem ainda alguns fazedores da tradição que mostraram interesses e estão se programando para virem nos próximos encontro, isso me delicia, pois a cada mês uma nova e linda presença vem chegando de mansinho e somando com agente, isso é lindo.
FONTE: Internet Livre

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 Estes encontros inicialmente ocorreram com bates papos individuais com os fazedores para que eu pudesse saber do interesse deles reativarem o Centro do Folclore de Piracicaba,  em nome dos fazedores de tradição, para que seja a voz desse coletivo que merece ser re dignificado, e merecem terem uma representatividade num organismo sócio cultural que fomente proximidade para um proseio entre as  diversidades de nossos patrimônios imateriais manifestos,  gerando assim  esse delicioso diálogo com sabor de um cafezinho com bolo e carinho no som da voz da tradição, aquela que nasce no peito, transborda gargantas e alça voos para o mundo.
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Inicialmente contamos com o apoio cultural da Secretaria Municipal de Ação Cultural, através da Biblioteca Municipal, que nos cede um local onde ocorrem os encontros, mas nossa meta é continuarmos independentes  e auto suficientes e futuramente termos uma sede. Somos um organismo de aglutinação de um coletivo que pratica as diversificadas formas de manifestações do folclore de tradição de Piracicaba, dessa forma não somos um órgão público municipal, mas uma entidade de aglutinação dos fazedores da tradição.
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O Centro do Folclore de Piracicaba, que fora a voz de antigos fazedores na década de quarenta até 1988, onde com o falecimento de nosso folclorista querido João Chiarini, que levantou o estandarte da tradição local e muito fez por isso essa entidade deixou de ser ativa. Depois de estudos  e fundamentada  na certeza de que o CFP é uma entidade também de essência tradicional do município de Piracicaba, e que elevou a cultura folclórica tradicional até mesmo a nível internacional. E após os já citados diálogos com os fazedores,  entrei em março de 2012, com o pedido de reativação do  Centro em nome dos fazedores,na Câmara Municipal de Piracicaba, com o intuito também de reativar toda a tradicionalidade ancestral que o fez tão necessário e precioso à cultura local, atravessando décadas até chegar em nós.
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Já estamos no quarto  encontro que são mensais, sempre nas terceiras segundas feira de cada mês. São reuniões a priori internas que servem para que cada um fale e seja ouvido, afinal somos tantos e com tantas necessidade esperanças nessa nova investida  que mira a união entre as diferenças. Estamos estruturando o estatuto original, a fim de trazê-lo à realidade cultural nacional e de nosso cotidiano tradicional, atualizando no contexto sócio, cultural e legal, respeitando as normativas na UNESCO, e Ministério da Cultura para se legitimar enquanto entidade representativa.
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Temos sonhos, esperanças de fazer valer nossas expectativas e vontades gerando juntos linhas de ações efetivas/afetivas voltadas à salvaguarda, registro, manutenção, difusão, continuidade e estruturação adequada de nossso fazedores de tradição e a sua/nossa arte herdada através das gerações que muito fizeram para manter viva a cultura caipira de nossa Piracicaba.Como sempre esse tema é uma paixão de uma neta de parteira que abria picadas na mata de uma Piracicaba tão antiga, do tempo dos troles, bondes, do tempo do bezimento, algo de lá longe, mas tão próximo de meu coração e sei que de meus pares, desses que são a segunda geração de fazedores que também abrem a picada, por entre arranhas- céu, tecnologias, e que sabem do valor do apertar as mãos, e do reverenciar tudo e todos oa que vieram antes de nós e nos deixaram seu legado.
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 ROBERTA LESSA
FOLCLORISTA E PESQUISADORA
COMISSÃO DE REATIVAÇÃO DO CENTRO DO FOLCLORE DE PIRACICABA
O LADO ESCURO DA LUA

Minha maneira de ver, falar, ouvir e pensar o mundo... se quiser, venha comigo...

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JAMES MORAIS & LAIANA DIAS | BRAZIL | Poesias & Reflexões

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