QUANDO MUITO AMO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA


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DO QUE VEJO EM VOCÊ…

Vi em suas mãos rotas pela lida, o espelho do verdadeiro ser que mesmo com a alma ainda por lapidar, se percebe divinal.

Ouvi em suas falas roucas pelo tempo. o delicado do oculto que mesmo com o labor ainda por findar, se percebe essencial.

Toquei em seus olhos loucos pelo saber, o sagrado do outro que mesmo com o crer ainda por refinar, se percebe crucial.

Busquei em sua face tecida pelo vento, o gosto do resistir que mesmo com o envelhecer ainda por chegar, se percebe memorial.

Provei em sua boca calada pelo esperar, o sumo do corpo que mesmo com o silêncio ainda por falar, se percebe vivencial.

Notei em seu pé ressequido pelo caminho, o plumo do ser que mesmo com o pisar ainda por firmar, se percebe  hominal.

Resgatei em seu coração iluminado pelo querer, o sentido do amor que mesmo com o crer por amar, se percebe natural.

…DO QUE EM MIM VEJO.

BREVE OBSERVAÇÃO:

Teço uma homenagem aos seres de tradição que existem em mim, em você, em nós… São esses seres que conquistam-me  mais que um perfume caro, que unha bem feita, que roupa de marca, que palavra falaciosa… O verdadeiro ser integral é aquele que mesmo nas agruras diárias sabe diferenciar os que são, os que estão e os que serão. Temos o sagrado privilégio da livre escolha, de nossos caminhos, companheiros de caminhadas e aprendizados por buscar …
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Published in: on 28 de junho de 2017 at 14:13  Comentários desativados em QUANDO MUITO AMO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA  
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PESSOAS (Série Filosofiando Ideias) LESSA


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PESSOAS GOSTAM E NÃO GOSTAM DAS COISAS…
Enquanto nos detemos em gostar ou não de algo, deixamos oportunidades de receber novos saberes e nos cegamos às belezas que as coisas oferecem.
PESSOAS GOSTAM OU NÃO GOSTAM DAS ARTES…
Enquanto nos absorvemos em gostar ou não de algo, abandonamos oportunidades de ascender novos poderes e nos calamos às nobrezas que as artes engrandecem.
PESSOAS GOSTAM OU NÃO GOSTAM DAS PESSOAS…
Enquanto nos atemos em gostar ou não de pessoas, ludibriamos oportunidades de acontecer novos prazeres e nos tolhemos às grandezas que as pessoas merecem.
PESSOAS GOSTAM OU NÃO GOSTAM DAS ESTRADAS…
Enquanto nos corrompemos em gostar ou não de estradas, enganamos oportunidades de deter novos fazeres e nos isolamos às naturezas que as estradas mantém.
PESSOAS GOSTAM OU NÃO GOSTAM DAS ESTRELAS…
Enquanto nos irrompemos em gostar ou não das estrelas, negamos oportunidades de merecer dizeres e nos desligamos às lindezas que as estrelas contém.
PESSOAS GOSTAM OU NÃO GOSTAM DAS CORES…
Enquanto nos elegemos em gostar ou não das cores, pigmentamos oportunidades de acontecer quereres e nos distanciamos às purezas que as cores detém.
PESSOAS GOSTAM OU  NÃO GOSTAM DAS DIFERENÇAS…
Enquanto nos compadecemos e, gostar ou não das diferenças, desconsideramo as oportunidades de acontecer novos dizeres e nos poupamos às singelezas que as diferenças retém
Published in: on 26 de fevereiro de 2017 at 7:15  Comentários desativados em PESSOAS (Série Filosofiando Ideias) LESSA  
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MINHAS CONJUNTURAS (Série Filosofiando Ideias) ROBERTA LESSA


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HÁ OS QUE COMIGO ESTÃO
Estradas consomem vidas e seguem puras
HÁ OS QUE NÃO
 
HÁ OS QUE COMIGO SERÃO
Entradas seguem vidas e pedem juras
HÁ OS QUE NÃO
 
HÁ OS QUE COMIGO VÃO
Floradas pedem vidas e explodem conjunturas
HÁ OS QUE NÃO
 
HÁ OS QUE COMIGO FALARÃO
paradas explodem vidas e absorvem literaturas
HÁ OS QUE NÃO
 
HÁ OS QUE COMIGO DANÇARÃO
vidradas absorvem vidas e medem misturas
HÁ OS QUE NÃO
 
HÁ OS QUE COMIGO UNIRÃO
quebradas medem vidas e fazem caricaturas
HÁ OS QUE NÃO
 
HÁ OS QUE COMIGO SOMARÃO
beiradas fazem vidas e consomem agruras
HÁ OS QUE NÃO
 
Published in: on 23 de fevereiro de 2017 at 21:43  Comentários desativados em MINHAS CONJUNTURAS (Série Filosofiando Ideias) ROBERTA LESSA  
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MATUTANDO UM TIQUINHO (Série Diálogos Poéticos)ROBERTA LESSA/JACÓ FILHO


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Com tantas intempéries no cotidiano certamente os desafios se fazem presente, podendo ou não se alojarem em nossos umbrais pessoais que são diuturnamente nutridos com o decorrer de nossos pensamentos, atos e palavras.

Gradualmente podem serem superados e conforme o esforço e merecimento de cada ser, superados ou se tornam ciclos de repetições de ocorrências similares até que se aprende a modificar o que se gera, o que se faz, o que se pensa.

A gratidão por todas as oportunidades que se apresentam, independentes do teor das questões por superar, há de ser um forte elemento de transmutação e muitas vezes se dá pelo poder das palavras proferidas.

Há seres que inspiram estas palavras, os pensamentos e as ações, fomentando no outro o desejo de se tornar melhor.

Esses pequenos fragmentos de pensamentos é em parte oportunidades e fases da vida que se fazem presentes eternamente a cada ciclo vivencial que o indivíduo se programa.

NOTA: Tudo tem seu peso e sua medida e saibamos também que há necessidade que toda crença seja graduada de questionamentos, que cada mestre provido de ações correlatas à suas falas… Nada é eterno se não for mutante…

EM DIÁLOGO COM O POEMA”A VIDA TEM ASAS NO TEMPO”, DE AUTORIA DE JACÓ FILHO.

ACESSO:  http://www.recantodasletras.com.br/trovas/5859334

 

Published in: on 25 de janeiro de 2017 at 18:25  Comentários desativados em MATUTANDO UM TIQUINHO (Série Diálogos Poéticos)ROBERTA LESSA/JACÓ FILHO  
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MINHAS VEZES (Série reflexiva) ROBERTA LESSA*


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CADA VEZ MAIS AS PALAVRAS ME FAZEM COMPANHIAS.
CADA VEZ MAIS AS LETRAS ME TECEM CAMINHOS.
CADA VEZ MAIS AS FORMAS ME FORNECEM ALEGRIAS.
CADA VEZ MAIS AS RIMAS ME CEDEM CARINHOS
CADA VEZ MAIS AS QUADRAS ME QUEREM MELHORIAS
CADA VEZ MAIS AS MÉTRICAS ME TOLHEM ESPINHOS
CADA VEZ MAIS AS GRAMÁTICAS ME NUTREM FOLIAS.
Published in: on 21 de janeiro de 2017 at 14:47  Comentários desativados em MINHAS VEZES (Série reflexiva) ROBERTA LESSA*  
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INCÔMODO (Série Reflexiva) RLESSA


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SABE QUANDO A POLÍTICA ME INCOMODA?
-Quando entre outras coisas ela prostitui o outro: Arranca-lhe direitos, gera leis que beneficia à poucos; magoa o nicho que deveria ser um templo à mãe Terra.
Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A PESSOA ME INCOMODA?
Quando entre outras coisas ela absorve o outro: Direciona seus passos, comanda deslavadamente o que se é; magoa o espírito a soprar vida à Terra.
Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A SEXUALIDADE ME INCOMODA?
Quando entre outras coisas ela comercializa o outro, apropria-se do sagrado, comercializa corpos e almas sem o sentir prazer verdadeiros; magoa o vento que fecunda a Terra.Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A FOME ME INCOMODA?
Quando entre outras coisas ela dilacera o outro: Aleja pensamentos físicos, declara guerras que não mais tem fim; magoa o tronco a adentrar na Terra. Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A RELIGIÃO ME INCOMODA?
Quando entre outras coisas ela parte o outro: Segrega povos, oprime o movimento liberto e natural; magoa as raízes a sustentar a Terra.Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A ARTE ME INCOMODA?
Quando entre outras coisas ela anula o outro: Destrói potencialidades, traveste do falso representar; magoa a seiva que alimenta Terra. Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A PAIXÃO ME INCOMODA?
Quando entre outras coisas ela assume o outro: Adentra violentamente, oprime o sentimento já desgastado; magoa as folhas livres da Terra. Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A POSSE ME INCOMODA?
– Quando entre outras coisas ela limita o outro: Apodera-se do livre pensar, fustiga o corpo já exausto; magoa a semente a germinar na Terra. Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SABE QUANDO A POSSE ME INCOMODA?
– Quando entre outras coisas ela limita o outro: Apodera-se do livre pensar, fustiga o corpo já exausto; magoa a semente a germinar na Terra. Essa Terra tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

Published in: on 18 de dezembro de 2016 at 22:43  Comentários desativados em INCÔMODO (Série Reflexiva) RLESSA  
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SOBRE SABERES (Série Filosofiando Ideias) RLESSA


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Quanto tempo há de passar para que os seres que pensam com a mente conectada com o todo sejam considerados mais que um incomodo social que associa à suas palavras a coerência para com o coletivo que faz parte?
Quantos corpos hão de ficar inertes, isolados da vida que pulsava e pungia pelo compromisso com a verdade, pelo simples fato de ousar difundir a possibilidade de novas concepções de vida serem possíveis?
Subsidiarei minhas palavras no furor sanguíneos daqueles que se foram por suas causas tão bem mais conhecidas e estruturadas nos mais profundos saberes do que a verdade universalizadas no meio em que vivia…

ODE À HYPATIA DE ALEXANDRIA
Published in: on 21 de setembro de 2016 at 17:13  Comentários desativados em SOBRE SABERES (Série Filosofiando Ideias) RLESSA  
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SINCOPADO (Série Diálogos Poéticos)ROBERTA LESSA/ALKAS


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  • Que ousadia a sua aludir-me tamanha provocação, aceito-a com conter.

Peço licença para justificar-me, diante da escrita de talentosos mestres ousei planar pelo simples prazer em voar por entre a musicalidade interior que cada poeta expõe através de seu escrever. Sou eu mera expectadora de incontidas paixões e sem métricas gramaticais academizadas, apenas me atrevo e escrevo

  • Que ousadia a sua deferir-me tamanha aliteração, aceito-a com prazer.

Nada confronta o poeta esteta defronte à nua página à sua frente. Quente e fremente de ardente paixão literária torna libertária e proscrita a sua escrita e muitas delas tagarelas de rumos e rima remam rútilas pelas páginas fugidias  e túrgidas de inspiração e emoção desencontrada, coitada.

  • Que ousadia a sua conferir-me tamanha apreciação, aceito-a com dizer.

Tudo permeia sentidos e sentimentos nessa dança descontrolada das palavras que se somam e desejam ludibriar a inércia da escrita pelo simples prazer de comunicar ao outro aquilo que a mente não mais detém eque em poética forma o poeta em vão retém, nutrindo-se dos desafios que seus pares propõem.

  • Que ousadia a sua nutrir-me tamanha condição, aceito-a com mexer.

Sempre incendeia-me, nutrindo em mim esperanças de poder conter o dom da literatura,mesmo sabendo eu ser prolixa, faço-me dela valer como ferramenta que ala o que me habita possibilitando na escrita, mesmo mau dita, desconstruir por metáforas o que inibe-me a escrita coibindo sua ocorrência.

  • Que ousadia a sua impingir-me tamanha negociação, aceito-a com poder.

Jamais serei eu detentora libertária da literatura, mas mesmo que subversivamente, proponho sim o desconforto dos corpos e mentes para que desalojados da inércia criativa possam também alimentar-se daquilo que tece na página toda obra literária por vir e que romperá se assim o permitir seu autor.

  • Que ousadia a sua iludir-me tamanha perversão, aceito-a com crescer.

Na tentativa de buscar a síncope ainda mais prolixa me tornei e minha sina fortalece ainda mais através das metáforas que me abarca a escrita; assumo assim minha total incompetência diante da produção de um poetar claro e preciso e questiono ser eu delirante sonhadora ou falha escritora que se traveste em letras.

  • Que ousadia a sua deferir-me tamanha judiação, aceito-a com rever.

Contra o tempo nutro esperanças sincopadas  travestidas em notas de fracos tempos mas que poupa-nos ao se nutrirem daquilo que os poetas  deixam contrastar numa dialética poética que se permite existirem entre pautas e pausa de sonoridades por vezes difusas e por hora desnudas de semânticas.regulares.

 

EM DIÁLOGO COM A POESIA “POETICAMENTE ASSIM” DE AUTORIA DE ALKAS.

 

Published in: on 15 de maio de 2016 at 7:14  Comentários desativados em SINCOPADO (Série Diálogos Poéticos)ROBERTA LESSA/ALKAS  
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DE VOLTA AO COMEÇO (Série Reflexiva)ROBERTA LESSA


920379_10200334224971358_1488567504_o Qual o sentido da evolução?
Ela ocorre ou é uma esperança que a ciência nos aponta como forma de desenvolvimento da espécie?
Ouço passos por entre esse hiato social que habitamos, antevejo virem de longe, compassados que são dá-me a impressão de segurança, certeza, ou… Iludo-me na vã esperança de poder unificar o que é ciência, daquilo que a originou: o imaginário mítico que mesmo tendo sido relegada à ilusão da irracionalidade, percebo que é a ponte que dignifica o humano, o insano, o herege, o ignorante, o nem tanto…

Qual o sentido de evoluir se nos desvinculamos da essência vital e nos apoderamos do efêmero dando-lhe valor e peso significativo, e consumismo tanto, num deglutir muitas vezes impensado…
Bom é ser pleno segundo a segundo, repensar valores e ouvir os sons ancestrais que gritam por ser considerado algo mais que simples ossos depositados nas valas de nossas almas…
Aprendamos com eles…

NATUREZA (Série Apenas Uma Frase) ROBERTA LESSA*


 

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Imagem da Internet

A NATUREZA: SURPREENDE, ILUMINA, ABRANGE, ATENDE; A NATUREZA PRESENTEIA… GERA, ACALENTA, ALIMENTA; COMO NÃO AMÁ-LA E NÃO RESPEITÁ-LA, AFINAL ELA SOU EU E EU SOU ELA?

Published in: on 14 de abril de 2016 at 15:46  Comentários desativados em NATUREZA (Série Apenas Uma Frase) ROBERTA LESSA*  
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O LADO ESCURO DA LUA

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JAMES MORAIS & LAIANA DIAS | BRAZIL | Poesias & Reflexões

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