HOMENAGEM À GINGA(Série Ode Em Casa) ROBERTA LESSA


 

GINGA CAMINHA, ANINHA CRIA NO COLO.

Ah… essa nega que com seu revolteio deixa-nos atordoados de desejo.

GINGA  ALINHA, MANINHA FORTE E PROTETORA.
Ah… essa nega que com seu palavrório deixa-nos iluminados de lampejo.

GINGA PASSARINHA, LADAINHA REZA DE CURA.
Ah… essa nega que com seu sapateio deixa-nos alucinados de gracejo.

GINGA MINHA, VINHA DE SELETA VIDEIRA.
Ah… essa nega que com seu reboleio deixa-nos assumidos de pelejo.

GINGA GRACINHA, MAINHA MANSA E TERNA.
Ah… essa nega que com seu titubeio deixa-nos abobados de festejo.

GINGA LINHA, GRACINHA SAGRADA E PROFANA.
Ah… essa nega que com seu incendeio deixa-nos tresloucados de traquejo.

GINGA MAROLINHA, VENTOINHA QUE CONDUZ E SEDUZ.
Ah… essa nega que com seu ponteio deixa-nos animados de bodejo.

 

Homenagem à rainha Ginga, guerreira, mulher, conscientizadora e defensora de sua etnia dos colonizadores, dos traficantes de escravos e de outras tribos africanas que vendiam sua própria ente para benefício de alguns grupos étnicos.

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SEBASTIÃO (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


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ESSE SÃO SEBASTIÃO: NO ALTAR, NO SEU LUGAR

Hoje é dia de rememorar o existir desse ser humano que tornou-se santidade cristã pela sua vida intensa, curta e marcante… Francês, nasce em 256 DC, muito jovem ingressa no exército romano tornando-se capitão da guarda pretoriana, cargo de confiança do então imperador.

Cristão que era e em tempos difíceis aos devotos ao cristianismo, visitava sempre seus irmãos de fé nas prisões, levando-lhes conforto espiritual e consolo, posicionando-se contra as tantas perseguições e torturas infringidas aos cristãos nesse período. O Imperador Maximiano,  toma conhecimento e em retaliação o prende, tortura e obriga à renunciar a sua fé cristã, fato que Sebastião se nega fazê-lo.

Após tantas torturas e sofrimentos à ele impingidos era de se esperar sua desistência, mas dizem as lendas que a força recebida do Sagrado foi tão imensa que Sebastião não morre pelas muitas flechadas fincadas ao seu corpo, sendo ele recolhido e cuidado pelos cristãos, em especial por uma jovem donzela de nome Irene, que futuramente pelos seus feitos também torna-se santa cristã. Após um tempo ele se recupera totalmente e continua a firmar sua fé e crença cristã.

Depois de seu físico recuperado, esse santo homem voltou a se apresentar ao imperador, para lhe pedir que parasse com as perseguições contra os cristãos, alegando que o imperador estava perseguindo o próprio Jesus Cristo na pessoa de seus seguidores. O imperador, porém, não cedeu e mandou que Sebastião fosse açoitado e decapitado.

E assim aconteceu. O imperador o condena a uma morte lenta para servir de exemplo aos resistentes cristãos.

Sua imagem representada artisticamente é um verdadeiro memorial de seu existir, com uma simbologia que nos remete às sua história e vivências:

SOBRE AS FLECHAS: Simbolizam a primeira fase das torturas que Sebastião enfrentou nas mãos de seus companheiros de exército, São Sebastião suportou as flechadas em seu corpo sem renegar a fé. Quando todos pensaram que ele estivesse morto, deixaram-no amarrado para ser devorado pelos animais e aves de rapina.

A ÁRVORE : representado amarrado ao carvalho, madeira nobre e forte que no cristianismo primitivo era símbolo da perseverança, tenacidade e persistência. Este símbolo representa a firmeza, tenacidade e perseverança desse santo guerreiro.

CORPO SEMINU: Simboliza a humilhação que ele sofreu por parte do império romano e o ‘despir-se do homem velho, fraco e pecador, para vestir-se de Cristo, forte e vencedor.’

O TECIDO VERMELHO: Cobre suas partes íntimas e simboliza o duplo martírio sofrido: ( 1)-O retratado na imagem que o representa. (2) -A causa real de sua morte física e que eleva sua nobreza.

AURA DE SÃO SEBASTIÃO: Representa sua santidade, testemunhada por vários cristãos da época. Esta santidade aparece desde o seu amor dedicado aos cristãos presos e necessitados, até à sua disposição de morrer por Jesus Cristo sem renegar sua fé. Trata-se de um grande testemunho, que serviu de exemplo para milhares de cristãos ao longo de séculos.

ORAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO

Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por quem destes a vida.
Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus. Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição. Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos.
Enfim, glorioso São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos. E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males.
Assim seja.

REFLETINDO UM TIQUINHO (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


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Ainda estamos bem longe da real prática solidária entre tudo o que há. Verifica-se quando um ser se alia à grupos, independente de quais sejam, e se coloca à disposição para somar voluntariamente à uma ação ou missão em função de algo que acredita ou por uma meta pessoal, há sempre aqueles que traduzem esse ato como ato servil e se clocam como voz de comando, de comando e não de liderança que são questões bem diferenciadas. O ser humano ainda precisa aprender duas liões:

  • somar voluntariamente à algo jamais é sinônimo de se tornar servo voluntário.
  • liderar um grupo jamais é transformar-se em ditador.

Necessário desenvolver percepções de diferenciação das linhas limítrofes como estas para que possamos sim reinventar a sociedade, somando-nos em prol da valorização das diferenças explicitas em cada ser e sabendo compreender esse diferenciado existir com respeito, pois podemos sim sermos diferentes, não apreciarmos algo no outro, mas o outro é um universo diferenciado e deve ser respeitado. Ao impor-nos ou submeter-nos em demasia estamos apenas travestindo nossa condição social de pseudo aceitações ou com posturas ditatoriais que herdamos de nossa ancestralidade que embutiu gradual e anonimamente em nosso pensar, falar e agir, desde tempos primevos da humanidade.

Tempo de mudar.

DITO POPULAR: “Quanto mais se abaixa, mais a bunda aparece”

CONGADA DE PIRACICABA (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


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Grupo de Congada do Divino de Piracicaba – Foto Fran Camargo – 2016

            A Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba é formada de um complexo universo existencial um misto de culturas de múltiplas nacionalidades e de etnias que sincretizam-se desde o tempo do Brasil pré colonial até a atualidade. Sua existência contempla signos culturais inúmeros e multi facetados, abarcando em sua gênese todo complexo universo cultural legitimado pela influência antropológica de origem indígena, européia, africana, e de demais expressões que somaram-se posteriormente enriquecendo-a em suas formas de expressões artísticas culturais. À exemplo citamos  uma de suas muitas fortes vertentes existenciais no município e que remonta quase dois séculos de  prática devocional, através da transmissão e continuidade da prática popular e clerical de culto ao seu Sagrado, onde antigos povoadores trouxeram à Piracicaba o costume cristão de se reunirem nos meses que antecediam os festejos em louvor ao Divino Espírito Santo, à paga de promessas e pedidos à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade,  na sequência das comemorações do Pentecoste.

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Festa do Divino de Piracicaba no ano de 2016

            Os devotos, moradores local eram artistas, populares, religiosos, governantes que participavam da atividade devocional eram conhecidos como foliões e parte deles compunham a Folia do Divino e à posteriori foi denominada em Piracicaba como Congada do Divino Espírito Santo e que existe até hoje. Em comitiva os foliões visitavam as casas de famílias moradoras nas zonas rural e urbana, e eram recebidos com festividades pelos moradores que aguardavam com farta comilança por aqueles que junto à eles reverenciariam o seu Sagrado, como ainda ocorre atualmente nos já conhecidos Pousos do Divino, com cantos, danças, orações, pedidos em promessas que eram pagos ou agradecidos  através da mortalha e ex votos,  neste período os moradores circunvizinhos se reuniam em orações na casa que recebiam os marinheiros e os foliões do Divino que trazim consigo a Bandeira consagrada. Em síntese, neste período religioso ocorriam rituais que precediam e preparavam a população devota para os festejos em louvor ao Divino Espírito Santo, herança da colonização portuguesa introduzida no Brasil no século XVII.  (…)

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Congada do Divino Dançando Baixão do Divino- Acervo GRUCONDESPI

            Na década de 1940, o então professor e pesquisador João Chiarini, percebendo a emergencial e urgente necessidade de salvaguardar e apoiar as riquezas existentes e que estavam em risco de extinguirem-se no município e região, promove inúmeras ações em defesa do folclore e da cultura popular de tradição piracicabana, unindo-se com representantes de diversos segmentos  da cultura de tradição local, tornou-se literalmente guardião junto com outros fazedores dessas manifestações, difundindo-as  por todo o Brasil e em outros países, através do então recém criado Centro do Folclore de Piracicaba. Chiarini une-se à dançantes, cantadores, tocadores e devotos, iniciando assim o grupo de Dança Folclórica de Piracicaba, que alia além da Folia, danças diversas. Posteriormente, dando sequência à sua gênese esse grupo, que se reunia no Largo dos Pescadores, na famosa rua do Porto do município de Piracicaba, torna o grupo folclórico Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba e se  mantém até hoje todas demais danças fortalecendo-se ainda mais enquanto grupo devocional e oficial da festa do Divino de Piracicaba. (…)

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Congada do Divino de Piracicaba – Cantadores e Tocadores – Acervo GRUCONDESPI

            A Congada de Piracicaba em seu movimento evolutivo tem em sua tessitura histórias diversas, que compõem e enriquecem seu universo atemporal. Sempre ativa, atravessou por muitos desafios superando-os à medida que surgiam. Hoje ela e todos que dela fizeram e fazem parte são símbolos de resistência, fé, devoção e principalmente irmandade entre seus pares. Em sua existência surgem gradualmente músicas e coreografias com temáticas elaboradas e alusivas à religiosidade e ao folclore local e nacional, unindo heranças transmitidas através da oralidade introduzidas e desenvolvidas por seus antigos componentes. Neste contexto verifica-se um significativo processo sincrético, culminando o que hoje denomina-se Congada do Divino de Piracicaba. Uma das características essenciais da Congada de Piracicaba é a manutenção e difusão do legado multi cultural que a compõe e que a fortalece, além de manter e preservar a devoção ao Divino Espírito Santo e à nossa Senhora de Aparecida, cultuados desde seu início enquanto Folia do Divino.

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Congada do Divino de Piracicaba – Derrubada e Benção dos Barcos- Festa do Divino de Piracicaba -2016 – Acervo GRUCONDESPI

            Ao longo do tempo a Congada de Piracicaba torna-se reconhecidamente o único grupo manifesto e ininterrupto desde o início de suas práticas até a atualidade, tornando-se elemento preponderante e significante de tradição folclórica, popular e religiosa de Piracicaba,  aliando a prática da fé aos diversos ritmos, credos, usos e costumes que incorporaram à suas apresentações. É o único grupo da região do Médio Tietê que apresenta suas atividades as apresentações de: Baixão do Divino, Congada do Divino, Caninha-Verde, Samba Lenço, Dança do Pau de Fita, Tangarás, Rio de Lágrimas, gerando um universo sincrético acolhedor entre rituais, ritos, ritmos, e demais heranças culturais.     (…)

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Dona Tica: Rainha da Congada – Acervo GRUCONDESPI

            Resistindo às muitas intempéries nesse longo espaço de tempo de existência, representa Piracicaba em diversos eventos religiosos, artísticos culturais e ou filantrópicos, à exemplo, é representante do município no Ciclo do Divino em festas alusivas ao Divino Espírito Santo, à São Benedito, à Nossa Senhora de Aparecida, pousos, encontros, congressos, festivais, missas, fóruns, feiras e festejos de forma geral. É importante ressaltar a importância da Congada de Piracicaba nos festejos folclóricos, e que por opção do grupo se mantém informal visando evitar tornar-se um empreendimento comercial,  e tem em seu bojo a resistência, inovação e manutenção da tradição do município, sendo de valor significativo e expressivo para a interpretação e re significação da cultura local, onde se identificam elementos sócio antropológicos e semiológicos tais como, dança, medicina popular, canto, rito, religião, economia, música, representação, crendice, entre tanto outros itens que integram o contexto social de um coletivo de tradição secular manifesto, gerando uma rede de relações sócio culturais multi dimensionada.

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Congada representando o cruzamento dos remos no Rio Piracicaba -Foto Roberto Rocha

            Isso posto, sua presença é tênue e de sistemático referencial teórico nas diversas áreas de conhecimentos, ocasionando dessa forma a aculturação e  miscigenação completa de práticas e revisitações de técnicas corporais, orais, rítmicas, à luz da interpretação cultural, imprimindo o que chamamos de transfiguração. Enquanto objeto de estudo, cabe enfatizar que a Congada de Piracicaba é fonte de pesquisa do universo acadêmico em nível nacional e internacional, fornecendo subsidios aos pesquisadores que produzem publicações, documentários, filmagens e gravações difundidas há décadas.

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Caetano Provenzano – Rei da Congada -Foto Roberto Rocha

            O objetivando a salvaguarda desse bem imaterial e justifica-se o seu já tardio registro nos livros de saberes, dizeres e fazeres do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba – CODEPAC, para tal a coordenação do grupo no ano de  2010 solicitou oficiosamente aos conselheiros da entidade o seu registro enquanto patrimônio imaterial do município, fato que até os dias de hoje aguarda posicionamento do organismo supra citado. Tal intento, tem apoio da vereança onde através de aprovação unanime  em reunião camarária fora encaminhado uma moção ao senhor prefeito de Piracicaba para que ele decrete legalmente a Congada de Piracicaba como patrimônio imaterial de Piracicaba, fato que o grupo continua a aguardar. (…)

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Congada do Divino na Folia do Divino (Festa do Divino de Piracicaba – Foto Fran Camargo

            Nas artes também verifica-se produções significativas em diversos segmentos da cultura artistica, tais como literatura, escultura, teatro, pintura, desenhos, artesanato, entre outros. É de suma importância salientar e referendar que cada componente da Congada do Divino de Piracicaba é agente responsável pela sua salvaguarda, resistência, sobrevivência e vitoriosa superação, seja como cidadãos, organizadores, “dançadores”, “tocadores”, e ou “cantadores”; que se harmonizam com a comunidade, nos festejos da cidade e de outras localidades; demonstrando também o modo como transitam física, mental e espiritualmente nas comunidades que atua. Sobrevive com recursos próprios, pois não recebe subsidios e ou apoio financeiro de entidades governamentais e ou não governamentais, e muitas vezes seus coordenadores investem recursos próprios no grupo para que possa dar continuidade e manter o grupo. Com base em um novo olhar, há de se entender que a Congada do Divino de Piracicaba constitui um significativo elo para a interação de diversos elementos presentes na sociedade, assim, o corpo que se manifesta, ora em casa, ora na rua, traz impregnada sua cultura: a cultura da Congada, a Congada de Piracicaba.

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A Congada é guardiã dos andores do Divino e de Nossa Senhora na festa do Divino de Piracicaba – Foto Fran Camargo

ROBERTA LESSA

Coordenadora. da Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba

Folclorista, Escritora, Arte Educadora, Pesquisadora, Curadora

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(Texto de autoria de Roberta Lessa, proibida o uso e  difusão parcial e ou integral sem citar a devida fonte: LESSA, Roberta, Congada de Piracicaba: Memoria de Um Povo de Um Lugar, Acervo Congada do Divino de Piracicaba-SP, 2009)

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