HOMENAGEM À GINGA(Série Ode Em Casa) ROBERTA LESSA


 

GINGA CAMINHA, ANINHA CRIA NO COLO.

Ah… essa nega que com seu revolteio deixa-nos atordoados de desejo.

GINGA  ALINHA, MANINHA FORTE E PROTETORA.
Ah… essa nega que com seu palavrório deixa-nos iluminados de lampejo.

GINGA PASSARINHA, LADAINHA REZA DE CURA.
Ah… essa nega que com seu sapateio deixa-nos alucinados de gracejo.

GINGA MINHA, VINHA DE SELETA VIDEIRA.
Ah… essa nega que com seu reboleio deixa-nos assumidos de pelejo.

GINGA GRACINHA, MAINHA MANSA E TERNA.
Ah… essa nega que com seu titubeio deixa-nos abobados de festejo.

GINGA LINHA, GRACINHA SAGRADA E PROFANA.
Ah… essa nega que com seu incendeio deixa-nos tresloucados de traquejo.

GINGA MAROLINHA, VENTOINHA QUE CONDUZ E SEDUZ.
Ah… essa nega que com seu ponteio deixa-nos animados de bodejo.

 

Homenagem à rainha Ginga, guerreira, mulher, conscientizadora e defensora de sua etnia dos colonizadores, dos traficantes de escravos e de outras tribos africanas que vendiam sua própria ente para benefício de alguns grupos étnicos.

SOBRE TRADIÇÃO FOLCLÓRICA E POPULAR (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


O que fazer para que nossas tradições deixem de ser apenas uma doce lembrança, ou mesmo serem conscientemente re significadas enquanto elemento cultural intrínseco no coletivo cotidiano da “Noiva da Colina”(*)?

Note bem: té mesmo o cognome de Piracicaba (**) é uma tradição.

Eis um fato que é importante salientar, em seu bojo a palavra tradição abrange todo contexto cultural de um determinado povo, seu legado, sua memória, toda reminiscência nesse complexo universo se símbolos, ritos e mitos, que toma para si a agulha de mão alinhavando a existência de um ser, de um grupo, de uma nação, de um planeta.

A tradição é inserida e não à parte de cada um de nós, povoa nossa mente,o espírito coletivo, enfatizando todas lembranças, que emergem travestida de recordações, comemoração e memória afetiva, enfim são os fazeres, dizeres e saberes de todo um habitat.

É importantes salientar que seu “desábito”, desuso, (in)frequência contribui para sua extinção ou total descaracterização por culturas temporais de consumo e de imediato compromisso para com a contribuição da ignorância de um coletivo….

Por isso é muito necessário ratificar o hábito da prática histórica da transmissão e manutenção dos saberes o que indica respeito, e valida a transmissão cultural. Tradição é transmissão do passado para o presente, um bem partilhado através da oralidade, que sofre modificações sim, de forma natural cumprindo um padrão evolucional de cada cultura em questão…

Cabe à nós verificarmos o quanto de tradicional temos em nós e então nos perceberemos inserido neste contextos tradicional.

(*) – Noiva da Colina é o cognome de Piracicaba, cidade do interior do estado de São Paulo.
(**) – Piracicaba em tupi-guarani quer dizer “Lugar onde o peixe pára”- a etnia indígena fora a primeira civilização “hominídia” do município de Piracicaba, originalmente esse era o nome dado ao rio pelos indígenas e tempos depois do povoamento realizados pelos homens brancos o nome da cidade também foi adotado como Piracicaba.

ge travestida de recordações, comemoração e memória afetiva.

 
Seu desábito, desuso, (in)frequência contribui para sua extinção…
 
Por isso é muito necessário ratificar o hábito da prática histórica da transmissão e manutenção dos saberes o que indica respeito, e valida a transmissão cultural.
 
Tradição é transmissão do passado para o presente, um bem partilhado através da oralidade…
 
Cabe à nós verificarmos o quanto de tradicional temos em nós e então nos perceberemos inserido neste contextos tradicional.
 
Published in: on 14 de junho de 2017 at 14:00  Comentários desativados em SOBRE TRADIÇÃO FOLCLÓRICA E POPULAR (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA  
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FOLCLORIZE SEU VIVER (Série Folclorica Memória) RLESSA


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DA CONSTRUÇÃO MENTAL O ATO SE FAZ SEMENTE

O imaginário tece no ser características únicas gerando nele identidades diversas que quando somadas tornam-se construção alicerçada naquilo que constitui o que se denomina essência primordial do ser.

DA EMOÇÃO TOTAL O FATO SE FAZ NATURALMENTE

Coube ao ser humano oportunidades de desenvolvimento da intelectividade social atingindo com isso surpreendentes e quase inimagináveis padrões vivenciais que corroboram para que a soma dos seus saberes forjem a estrutura de seu habitat.

DA INTUIÇÃO GERAL O EXTRATO SE FAZ GRADUALMENTE

Também ao ser humano o acesso à multi universos de infindas dimensões, que muitas vezes insondáveis, são consideradas de impossível existência; fato que o torna um ser ainda mais diferenciado e estruturado de acordo com suas escolhas e ações consequentes.

DA CONSIDERAÇÃO GLOBAL O SUBSTRATO DE FAZ ESSENCIALMENTE

A junção da cultura cientificista com a cultura popular torna o ser humano erudito e  mestre de si, dos elementos de seu cósmico entorno e comprometido na efetivação de uma sociedade voltada e focada para o bem comum e para os saberes, dizeres e fazeres em  equilíbrio com o todo e tudo que existe física, etérea e extra fisicamente.

DA MISCIGENAÇÃO RACIAL O RETRATO SE FAZ CONSUBSTANCIALMENTE

Esta valorização do imperceptível aos sentidos físicos e do comprovado pela exata ciência humana tece miríades de configurações que ampliam a óptica do ser que acolheu a busca incessante de si mesmo  fortalecendo a ludicidade existente em todas as esferas a serem consideradas.

DA ELEVAÇÃO INDIVIDUAL O APARATO SE FAZ ETERNAMENTE

Cada um é um povo, cada povo é uno e deve-se elevar reverencialmente toda sabedoria inerente e desenvolvida pela humanidade e demais seres e não seres existentes.

DA UNIÃO UNIVERSAL O ABSTRATO SE FAZ EQUILIBRADAMENTE

O fato novo a ser considerado nada mais é que uma versão modernizada daquilo que herdamos de antigos mestres ancestrais e acessamos através de registros físicos, mentais, orais e ou da memória universal coletiva, se desconsiderarmos o tempo e o espaço que somos oficialmente submetidos e por vezes limitados pela escravidão e cegueira mental.

NOSSO CASO (Série Diálogos Poéticos) ROBERTA LESSA


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QUASE POR SONHAR
sonhar amores
sonhar saudades
sonhar juventudes
sonhar amplidões
sonhar esperanças
sonhar encontrar
sonhar eternamente
QUASE POR PENSAR
pensar labores
pensar vontades
pensar amiúdes
pensar emoções
pensar alianças
pensar crenças
pensar mansamente
QUASE POR DESEJAR
desejar sabores
desejar bondades
desejar virtudes
desejar corações
desejar mudanças
desejar graças
desejar ardentemente
QUASE POR FALAR
falar amores
falar brevidades
falar atitudes
falar saudações
falar semelhanças
falar avenças
falar calorosamente
QUASE POR CHEGAR
chegar ardores
chegar felicidades
chegar licitudes
chegar reverberações
chegar forças
chegar mudanças
chegar amorosamente
QUASE POR AMAR
amar valores
amar afinidades
amar amiúdes
amar corações
amar diferenças
amar semelhanças
amar imensamente
QUASE POR CASAR
casar ardores
casar diversidades
casar quietudes
casar orações
casar crenças
casar esperanças
casar finalmente

 

EM DIÁLOGO COM O POEMA “QUASE NO ALTAR”, DE AUTORIA DE JACÓ FILHO.

Published in: on 26 de outubro de 2016 at 16:08  Comentários desativados em NOSSO CASO (Série Diálogos Poéticos) ROBERTA LESSA  
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TRADIÇÃO ( Série Folclórica Memória) RLESSA


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TRADIÇÃO COM TRADIÇÃO
As diferenças se complementam
As cores se alimentam
As formas se implementam
As pessoas se respeitam
As artes se fomentam
As memórias se remontam
As belezas se contrastam

TRADIÇÃO COM TRADUÇÃO
Com perdas e ganhos permanecem
Com juras e engôdos emudecem
Com silêncios e desvios endurecem
Com idas e vindas entristecem
Com cores e sabores amanhecem
Com zigs e zags resplandecem
Com preto no branco guarnecem

TRADIÇÃO COM TRAIÇÃO
Apesar de acolhidas ainda é
Apesar de despedidas ainda é
Apesar de desmedidas ainda é
Apesar de confundidas ainda é
Apesar de difundidas ainda é
Apesar de precedidas ainda é
Apesar de concedidas ainda é

TRADIÇÃO COM TRAÇÃO
Rodas que alimentam estradas duais
Modas que dragam formas desiguais
Parlendas que sustentam vidas comensais
Podas que reinventam formas eventuais
Bodas que alegram memórias ancestrais
Lusíadas que contam estórias memoriais
Fendas que adentram carnes metalinguais

TRADIÇÃO CONTRAÇÃO
Pulsa parte perto porvir para plantear plateia
Arde algo alheio antes aflorado além lugar
Dança dentro daquilo donde dádiva detém dons
Face fácil felicitar fazendo formas frementes ferozes
Real riso retumbante reciclando rotos rostos ridentes
Total talento talhado tecendo toda turma temperada
Nascente niilismo natural naquela nutrida norma nacional

TRADIÇÃO EM EXTRADIÇÃO
Adicione normas e deterá suas formas
Adicione formas e conterá regras
Adicione regras e mudará métricas
Adicione métricas e gestará medos
Adicione medos e apontará dedos
Adicione dedos e despertará gulas
Adicione gulas e imporá normas

TRADIÇÃO EM ESTRADA E AÇÃO
O pé alicerça a pena que traduz o caminho marcado
A pena distancia o ponto que une o trabalho fadado
O ponto diferencia a ponta que usa o fato degredado
A ponta determina o penar que firma o trato mandado
O penar descreve a pinta que tinge o ato findado
A pinta obedece o poder que assume o grito bradado
O poder oprime a pena que tece o sentir escaldado

Texto: Roberta Lessa
Imagem: Coletada na internet

COMPLEXO POETA (Série Diálogos Poéticos) ROBERTA LESSA/WISEL


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AGILMENTE
Passeias pelos versos…
FELIZMENTE
Alegras com rimas…
ALEGREMENTE
Flutuas entre palavras…
ASSUMIDAMENTE
Animas como poeta…
COTIDIANAMENTE
Colores as páginas…
HARMONIOSAMENTE
Integras seu cotidiano…
CONTEMPLATIVAMENTE
Comparte com seus pares…

EM DIÁLOGO COM O POEMA “AO MEIO DIA”, DE AUTORIA DE WISEL.

Acesso em: http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdeamor/5740476

CONGADA DE PIRACICABA (Série Folclórica Memória) ROBERTA LESSA


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Grupo de Congada do Divino de Piracicaba – Foto Fran Camargo – 2016

            A Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba é formada de um complexo universo existencial um misto de culturas de múltiplas nacionalidades e de etnias que sincretizam-se desde o tempo do Brasil pré colonial até a atualidade. Sua existência contempla signos culturais inúmeros e multi facetados, abarcando em sua gênese todo complexo universo cultural legitimado pela influência antropológica de origem indígena, européia, africana, e de demais expressões que somaram-se posteriormente enriquecendo-a em suas formas de expressões artísticas culturais. À exemplo citamos  uma de suas muitas fortes vertentes existenciais no município e que remonta quase dois séculos de  prática devocional, através da transmissão e continuidade da prática popular e clerical de culto ao seu Sagrado, onde antigos povoadores trouxeram à Piracicaba o costume cristão de se reunirem nos meses que antecediam os festejos em louvor ao Divino Espírito Santo, à paga de promessas e pedidos à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade,  na sequência das comemorações do Pentecoste.

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Festa do Divino de Piracicaba no ano de 2016

            Os devotos, moradores local eram artistas, populares, religiosos, governantes que participavam da atividade devocional eram conhecidos como foliões e parte deles compunham a Folia do Divino e à posteriori foi denominada em Piracicaba como Congada do Divino Espírito Santo e que existe até hoje. Em comitiva os foliões visitavam as casas de famílias moradoras nas zonas rural e urbana, e eram recebidos com festividades pelos moradores que aguardavam com farta comilança por aqueles que junto à eles reverenciariam o seu Sagrado, como ainda ocorre atualmente nos já conhecidos Pousos do Divino, com cantos, danças, orações, pedidos em promessas que eram pagos ou agradecidos  através da mortalha e ex votos,  neste período os moradores circunvizinhos se reuniam em orações na casa que recebiam os marinheiros e os foliões do Divino que trazim consigo a Bandeira consagrada. Em síntese, neste período religioso ocorriam rituais que precediam e preparavam a população devota para os festejos em louvor ao Divino Espírito Santo, herança da colonização portuguesa introduzida no Brasil no século XVII.  (…)

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Congada do Divino Dançando Baixão do Divino- Acervo GRUCONDESPI

            Na década de 1940, o então professor e pesquisador João Chiarini, percebendo a emergencial e urgente necessidade de salvaguardar e apoiar as riquezas existentes e que estavam em risco de extinguirem-se no município e região, promove inúmeras ações em defesa do folclore e da cultura popular de tradição piracicabana, unindo-se com representantes de diversos segmentos  da cultura de tradição local, tornou-se literalmente guardião junto com outros fazedores dessas manifestações, difundindo-as  por todo o Brasil e em outros países, através do então recém criado Centro do Folclore de Piracicaba. Chiarini une-se à dançantes, cantadores, tocadores e devotos, iniciando assim o grupo de Dança Folclórica de Piracicaba, que alia além da Folia, danças diversas. Posteriormente, dando sequência à sua gênese esse grupo, que se reunia no Largo dos Pescadores, na famosa rua do Porto do município de Piracicaba, torna o grupo folclórico Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba e se  mantém até hoje todas demais danças fortalecendo-se ainda mais enquanto grupo devocional e oficial da festa do Divino de Piracicaba. (…)

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Congada do Divino de Piracicaba – Cantadores e Tocadores – Acervo GRUCONDESPI

            A Congada de Piracicaba em seu movimento evolutivo tem em sua tessitura histórias diversas, que compõem e enriquecem seu universo atemporal. Sempre ativa, atravessou por muitos desafios superando-os à medida que surgiam. Hoje ela e todos que dela fizeram e fazem parte são símbolos de resistência, fé, devoção e principalmente irmandade entre seus pares. Em sua existência surgem gradualmente músicas e coreografias com temáticas elaboradas e alusivas à religiosidade e ao folclore local e nacional, unindo heranças transmitidas através da oralidade introduzidas e desenvolvidas por seus antigos componentes. Neste contexto verifica-se um significativo processo sincrético, culminando o que hoje denomina-se Congada do Divino de Piracicaba. Uma das características essenciais da Congada de Piracicaba é a manutenção e difusão do legado multi cultural que a compõe e que a fortalece, além de manter e preservar a devoção ao Divino Espírito Santo e à nossa Senhora de Aparecida, cultuados desde seu início enquanto Folia do Divino.

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Congada do Divino de Piracicaba – Derrubada e Benção dos Barcos- Festa do Divino de Piracicaba -2016 – Acervo GRUCONDESPI

            Ao longo do tempo a Congada de Piracicaba torna-se reconhecidamente o único grupo manifesto e ininterrupto desde o início de suas práticas até a atualidade, tornando-se elemento preponderante e significante de tradição folclórica, popular e religiosa de Piracicaba,  aliando a prática da fé aos diversos ritmos, credos, usos e costumes que incorporaram à suas apresentações. É o único grupo da região do Médio Tietê que apresenta suas atividades as apresentações de: Baixão do Divino, Congada do Divino, Caninha-Verde, Samba Lenço, Dança do Pau de Fita, Tangarás, Rio de Lágrimas, gerando um universo sincrético acolhedor entre rituais, ritos, ritmos, e demais heranças culturais.     (…)

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Dona Tica: Rainha da Congada – Acervo GRUCONDESPI

            Resistindo às muitas intempéries nesse longo espaço de tempo de existência, representa Piracicaba em diversos eventos religiosos, artísticos culturais e ou filantrópicos, à exemplo, é representante do município no Ciclo do Divino em festas alusivas ao Divino Espírito Santo, à São Benedito, à Nossa Senhora de Aparecida, pousos, encontros, congressos, festivais, missas, fóruns, feiras e festejos de forma geral. É importante ressaltar a importância da Congada de Piracicaba nos festejos folclóricos, e que por opção do grupo se mantém informal visando evitar tornar-se um empreendimento comercial,  e tem em seu bojo a resistência, inovação e manutenção da tradição do município, sendo de valor significativo e expressivo para a interpretação e re significação da cultura local, onde se identificam elementos sócio antropológicos e semiológicos tais como, dança, medicina popular, canto, rito, religião, economia, música, representação, crendice, entre tanto outros itens que integram o contexto social de um coletivo de tradição secular manifesto, gerando uma rede de relações sócio culturais multi dimensionada.

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Congada representando o cruzamento dos remos no Rio Piracicaba -Foto Roberto Rocha

            Isso posto, sua presença é tênue e de sistemático referencial teórico nas diversas áreas de conhecimentos, ocasionando dessa forma a aculturação e  miscigenação completa de práticas e revisitações de técnicas corporais, orais, rítmicas, à luz da interpretação cultural, imprimindo o que chamamos de transfiguração. Enquanto objeto de estudo, cabe enfatizar que a Congada de Piracicaba é fonte de pesquisa do universo acadêmico em nível nacional e internacional, fornecendo subsidios aos pesquisadores que produzem publicações, documentários, filmagens e gravações difundidas há décadas.

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Caetano Provenzano – Rei da Congada -Foto Roberto Rocha

            O objetivando a salvaguarda desse bem imaterial e justifica-se o seu já tardio registro nos livros de saberes, dizeres e fazeres do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba – CODEPAC, para tal a coordenação do grupo no ano de  2010 solicitou oficiosamente aos conselheiros da entidade o seu registro enquanto patrimônio imaterial do município, fato que até os dias de hoje aguarda posicionamento do organismo supra citado. Tal intento, tem apoio da vereança onde através de aprovação unanime  em reunião camarária fora encaminhado uma moção ao senhor prefeito de Piracicaba para que ele decrete legalmente a Congada de Piracicaba como patrimônio imaterial de Piracicaba, fato que o grupo continua a aguardar. (…)

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Congada do Divino na Folia do Divino (Festa do Divino de Piracicaba – Foto Fran Camargo

            Nas artes também verifica-se produções significativas em diversos segmentos da cultura artistica, tais como literatura, escultura, teatro, pintura, desenhos, artesanato, entre outros. É de suma importância salientar e referendar que cada componente da Congada do Divino de Piracicaba é agente responsável pela sua salvaguarda, resistência, sobrevivência e vitoriosa superação, seja como cidadãos, organizadores, “dançadores”, “tocadores”, e ou “cantadores”; que se harmonizam com a comunidade, nos festejos da cidade e de outras localidades; demonstrando também o modo como transitam física, mental e espiritualmente nas comunidades que atua. Sobrevive com recursos próprios, pois não recebe subsidios e ou apoio financeiro de entidades governamentais e ou não governamentais, e muitas vezes seus coordenadores investem recursos próprios no grupo para que possa dar continuidade e manter o grupo. Com base em um novo olhar, há de se entender que a Congada do Divino de Piracicaba constitui um significativo elo para a interação de diversos elementos presentes na sociedade, assim, o corpo que se manifesta, ora em casa, ora na rua, traz impregnada sua cultura: a cultura da Congada, a Congada de Piracicaba.

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A Congada é guardiã dos andores do Divino e de Nossa Senhora na festa do Divino de Piracicaba – Foto Fran Camargo

ROBERTA LESSA

Coordenadora. da Congada do Divino Espírito Santo de Piracicaba

Folclorista, Escritora, Arte Educadora, Pesquisadora, Curadora

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(Texto de autoria de Roberta Lessa, proibida o uso e  difusão parcial e ou integral sem citar a devida fonte: LESSA, Roberta, Congada de Piracicaba: Memoria de Um Povo de Um Lugar, Acervo Congada do Divino de Piracicaba-SP, 2009)

SOMA DE PERCEPÇÕES (Série Reflexiva) ROBERTA LESSA/JACÓ FILHO


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… Poetizas entre junções poéticas nórdicas :
– MEU GOSTO POR PALAVRAS DISTANCIA E APROXIMA.
: nada teme no universo do pensar oculto…

… Harmonizas entre noções estéticas módicas :
– MEU ROSTO POR PALAVRAS ANUNCIA E OCULTA.
: tudo freme no reverso do meditar inculto …

… Balizas entre paixões fonéticas drásticas :
– MEU POSTO POR PALAVRAS RENUNCIA E PERMANECE.
: sempre geme no verso do sondar sepulto …

… Suavizas entre pulsações piréticas monádicas :
– MEU OPOSTO POR PALAVRAS ENUNCIA E INVADE.
: quando teme no inconverso do amar adulto …

… Ojerizas entre colisões patéticas herméticas :
– MEU PROPOSTO POR PALAVRAS SILENCIA E GRITA.
: sendo íngreme no diverso do enunciar aculto …

… Preconizas entre emoções ecléticas telepáticas :
– MEU COMPOSTO POR PALAVRAS DENUNCIA E AGRIDE.
: nunca treme no obverso do analisar indulto …

… Micorrizas entre contrações míticas empáticas :
– MEU APOSTO POR PALAVRAS VIVENCIA E MORTIFICA.
: quanto leme no extroverso do bolinar exulto …

EM DIÁLOGO COM A INTERAÇÃO “FLOR MORENA”, DE AUTORIA DE JACÓ FILHO.

Published in: on 24 de julho de 2016 at 3:40  Comentários desativados em SOMA DE PERCEPÇÕES (Série Reflexiva) ROBERTA LESSA/JACÓ FILHO  
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O LADO ESCURO DA LUA

Minha maneira de ver, falar, ouvir e pensar o mundo... se quiser, venha comigo...

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JAMES MORAIS & LAIANA DIAS | BRAZIL | Poesias & Reflexões

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