PAIXÃO E PÉ NO CHÃO – (RLessa/Abr/2015)


– SOBRE O ÚNICO E O JAMAIS –

Imagem: Internet livre

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Jamais o outro sentirá o sentir de um ser, cada sentido é forte e único no indivíduo.
Jamais o outro superará o agir de um ser, cada galgar é pleno e único no indivíduo;
Jamais o outro roubará a parte de um ser, cada fato é real e único no indivíduo.
Jamais o outro matará a arte de um ser, cada gesto é incisivo e único no indivíduo.
Jamais o outro coibirá o movimento de um ser, cada fé é forte e única no indivíduo.
Jamais o outro sufocará o respirar de um ser, cada fala é vida e única no indivíduo.
Jamais o outro finalizará o grito de um ser, cada dor é pessoal e única no indivíduo.

 

Imagem: Internet livre

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JAMAIS ALGUÉM OUSOU SER ÚNICO, POIS SE ASSIM PROPOSITALMENTE O FIZER, DEIXARÁ DE SÊ-LO.

SER ÚNICO É SER TÃO PLENO QUE SE TORNA DESNECESSÁRIO SABÊ-LO, SIMPLESMENTE O VIVENCIAR É O QUE REALMENTE O FAZ O QUE É.

 

Imagem: Vladimir Lagrange

Imagem: Vladimir Lagrange

Para quê arte?
Para quê fazer arte?
Para quê arte?
Para quê fazer arte?
Para quê arte?
Para quê ousar arte?
Para quê arte? 

Se há arte à integrar a parte que ousa questionar a parte que adultera a arte.
Imagem: Rob Woodcox Photography

Imagem: Rob Woodcox Photography

Published in: on 17 de abril de 2014 at 1:35  Comentários desativados em PAIXÃO E PÉ NO CHÃO – (RLessa/Abr/2015)  
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SOBRE PUTAS QUE PAREM – (RLessa/Abr/2014)


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SENHORES E SENHORAS DE RESPEITO:

VÃO ÀS PUTAS QUE OS PARIRAM

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PUTAS PAREM PARA PODER PERMANECER PERENES PELA  PARCERIA  PEDINDO PERDÃO POR PLANTAR  POESIA PECAMINOSA PONDERANDO PURAMENTE PONTOS PLENOS PRATICÁVEIS PRATICAMENTE  PIANDO PRECIOSO PROGRESSO PRUDENTE PULSANTE PERMANENTE.

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Não acredito na desacreditação, na medida que preferimos creditar crenças e medos desaprendemos liberdades; enquanto isso as putas parem desobediência civil.

Não confio na desconsideração, na medida que preferimos constatar fatos e fotos desambiguamos possibilidades; enquanto isso as putas parem o saneamento social.

Não corroboro na concretude, na medida que buscamos concatenar ideias e atos desapropriamos flexibilidade, enquanto isso as putas parem a coleta de dores.

Não construo na alienação,na medida que geramos opções insolúveis e voláteis optamos erros; enquanto isso as putas parem arcos e pontes.

Não espero no domínio,  na medida que escancaramos portas internas e mentais permitimos apropriações; enquanto isso as putas parem  ruas e prazeres.

Não imagino na cerca,  na medida que coibimos movimento mental e gestual agravamos opressões; enquanto isso as putas parem sanidade e violência.

Não conformo  no estabelecido, na medida que formatamos padrões sociais e comportamentais isolamos desejos; enquanto isso as putas parem arte e cicatrizes.

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OS POR DEMAIS CERTINHOS QUE ME DESCULPEM, MAS SOMOS ETERNAMENTE EMPUTECIDOS E COM ISSO DIUTURNAMENTE REAFIRMAMOS E REPRODUZIMOS O QUE SEQUER É NOSSA CRIAÇÃO E VONTADE.

TEXTO-Frase(RLessa)Mulheres2

TEM HORA QUE É NECESSÁRIO MANDAR QUE NOSSA PUTA INTERNA  SEJA GERADORA DA FORÇA QUE PARE  VIDA NESSE SISTEMA SOCIAL.

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AOS POR DEMAIS CERTIFICADOS DE CERTEZAS,

AOS  POR DEMAIS APROPRIADOS PELO PODES,

AOS POR DEMAIS EMBRUTECIDOS DO SENTIR,

AOS POR DEMAIS ESTUPRADORES DA LIBERDADE,

AOS POR DEMAIS SILENTES PELO MEDO,

AOS POR DEMAIS CONCATENADOS PELO DOMÍNIO,

AOS POR DEMAIS SEDENTOS DE INUMANIDADE:

VÃO À PUTA QUE OS PARIU

 

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Published in: on 13 de abril de 2014 at 16:09  Comentários desativados em SOBRE PUTAS QUE PAREM – (RLessa/Abr/2014)  
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FILOSOFIANDO IDEIAS – PARTE E O TODO- ROBERTA LESSA


 

É NO PEQUENO QUE O GRANDE SE ABASTECE

É NO GRANDE QUE O PEQUENO SE FORTALECE

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É NA ESTRELA QUE O SOL SE ABASTECE

É NO SOL QUE A ESTRELA SE FORTALECE

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É NO COLETIVO QUE O INDIVÍDUO SE ABASTECE

É NO INDIVIDUO QUE O COLETIVO SE FORTALECE.

 

 

(*) – Imagens coletadas na internet, sem referencia de autoria.

 

 

Published in: on 8 de abril de 2014 at 16:04  Comentários desativados em FILOSOFIANDO IDEIAS – PARTE E O TODO- ROBERTA LESSA  
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SOBRE A TERRA QUE HÁ EM MIM- ROBERTA LESSA


1AA

SABE QUANDO A POSSE ME INCOMODA?

  • Quando entre outras coisas ela limita o outro: Apodera-se do  livre pensar, fustiga o corpo já exausto; magoa a semente a germinar na Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

Natal 1

 

SABE QUANDO A PAIXÃO ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela assume o outro: Adentra violentamente, oprime o sentimento já desgastado; magoa as folhas livres da Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

0B

 

SABE QUANDO A ARTE ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela anula o outro: Destrói potencialidades, traveste do falso representar; magoa a seiva que alimenta  Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

1B

 

SABE QUANDO A RELIGIÃO ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela parte o outro: Segrega povos, oprime o movimento liberto e natural; magoa as raízes a sustentar  a Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

2

 

SABE QUANDO A FOME ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela dilacera o outro: Aleja pensamentos físicos, declara guerras que não mais tem fim; magoa o tronco a adentrar na Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

0

SABE QUANDO A SEXUALIDADE ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela comercializa o outro,  Apropria-se do sagrado, comercializa corpos e almas sem o sentir prazer verdadeiros; magoa o vento que fecunda a Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

TEXTO-Frase(RLessa)7

 

SABE QUANDO A PESSOA ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela absorve o outro: Direciona seus passos, comanda deslavadamente o que se é; magoa o espírito a soprar vida à Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

TEXTO-Frase(RLessa)9

 

SABE QUANDO A POLÍTICA ME INCOMODA?

Quando entre outras coisas ela prostitui o outro: Arranca-lhe  direitos, gera leis  que  propicia a si mesma; magoa o nicho que deveria ser um templo à mãe Terra.

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

TEXTO-Frase(RLessa)13

 

MOMENTO DE REFLEXÃO:

Num proseio nada virtual com pessoas que conheço virtualmente;

– Numa reviravolta de meu livre pensar;

– Na descontinuidade da amizade entre os seres que nem se conhecem pessoalmente e já são velhos amigos;

– E  tudo o mais… dessa nada que é o universo virtual e que tudo e tanto significa em nossa sociedade sem atos de fato!

 

ENTRE OS SINS E NÃOS

NÃO ME CULPO DE DESABAFOS
NÃO ME OCUPO DOS ENTRE LAÇOS
NÃO ME AMPARO SEM DESASSOSSEGOS
NÃO ME REPARO SEM DESAPEGOS
NÃO ME CONJUGO EM RIMAS POBRES
NÃO ME SUBJUGO EM FORMAS BRANDAS

SIM E NÃO SOU ROBERTA UM TANTO LESSA

Essa Terra  tão feita do outro, de mim e Dela mesma.

SOU TERRA, SOU OUTRO, SOU EU…

 

Published in: on 30 de março de 2014 at 13:36  Comentários desativados em SOBRE A TERRA QUE HÁ EM MIM- ROBERTA LESSA  
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FILOSOFIANDO IDÉIAS – SOBRE UM POUCO DE TUDO E DE NADA (RL/03/14)


Imagem Internet Livre

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FILOSOFIANDO IDÉIAS – SEREI SERENA SONHEI SOLFEJOS

Hoje serei coruja a observar serena o réptil que solfeja sonhos.
 – Há rumos e rimas entre linhas que percorrem sinais que unem os olhares e  sons.

Hoje serei réptil a observar o lago que solfeja sonhos.
– Há rumos e rimas entre meios que descobrem sinais que unem ânima e animais.

Hoje serei água a observar o céu que solfeja sonhos.
 – Há rumos e rimas entre tanto espaço que compreende éter e éden.

Hoje serei céu a observar o reflexos que solfejam sonhos.
 – Há rumos e rimas entre forma disforme que apreende espelho e espelhado.

Hoje serei reflexo a observar estrelas que solfejam sonhos.
       – Há rumos e rimas entre fatos consumados que estimam tempo e espaço.

Hoje serei estrela a observar plateias que solfejam sonhos.
   – Há rumos e rimas entre vistas grossas que adulteram ser e ter.

Hoje serei plateia a observar a coruja que solfeja sonhos.
   – Há rumos e rimas entre nós bem dados que atam medos e formas.

Published in: on 22 de março de 2014 at 23:13  Comentários desativados em FILOSOFIANDO IDÉIAS – SOBRE UM POUCO DE TUDO E DE NADA (RL/03/14)  
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FILOSOFIANDO IDÉIAS – REVOLUCIONAR ? -(RLessa/Mar/2014)


1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922    SEMANA DA ARTE MODERNA    1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 1922 

Todos deveríamos ter pelo menos uma semana de arte moderna por semana, sabe aquelas situações que rompe o que é cristalizado e perene em nosso cotidiano e que nos massacram a alma? Cuidado “pessoas” neste universo por mais que queiram, felizmente para nós, “nada é perene”; a não ser aquilo de real valor guardamos em nossa memória a(e)fetiva.

No Brasil, um grupo de pessoas investiram nesta chance de sair da mesmice e juntos com outros muitas vezes nem tanto anônimos que sequer constam nos anais da Semana de Arte Moderna de 1922; somaram e concretizaram a oportunidade de se (des)estabelecer uma estética diferenciada e comportamento dissociados dos vigentes no país. Primeira quinzena de um fevereiro, de num ano ainda debutante no calendário, enfim foram-se noventa anos e muito ocorreu até chegar até nós resquícios de vozes dissonantes de uma sociedade abarcada pela modernidade e progresso tecnológico emergente.

Entre anônimos e não tão anônimos foram Mários, Oswalds, Plínios, Tarsilas, Villa-Lobos, Tácitos, Anitas, Cavalcantis, Victores, Guilhermes que deram à arte vida própria, ativa e pulsante… mulheres, homens, conceitualizações estéticas inusitadas, reflexo do que acontecia lá fora, no além mares, pactuando com VIDOVIX : “Essa nova arte, apresentada de um modo autenticamente brasileiro, basicamente contestava tudo o que se conhecia até então: poesias declamadas (antes eram apenas escritas e lidas), noções de artes plásticas aplicadas na tela, concertos acompanhados de cantoria, e tantas outras inovações que, hoje em dia, se tornaram comuns.”

– Um resumo?

Escândalo: aos academicamente bancados e assentados em sua mesmice e concepções artística (claro também com seus valores estéticos a serem considerados)… Eis que surge na Terra do Pau Brasil a Modernidade, necessária e agora desenfreada graças à … aos artristas intépidos que pululavam pelos conceitos até então considerados anti estético e por vezes imoral, isso é Divinal.

Romperam-se o portais oportunizando novas experimentações artístico social, numa época que tudo era proibido: até ousar, foram desbravadores. E hoje muito de seus “herdeiros” degredam todo esse patrimônio com o que consideram arte, mas que torna-se apenas manifestações egóicas… alfinetadas à parte. Mas felizmente há sobreviventes resistentes dessa arte que revolucionou e isso causa um desconforto que conforta-me, e rio de prazer em ver determinados jovens dando continuidade com competência e irreverencia tão necessárias e presente nos “antigos modernistas”.

O complicado disso tudo é que em nosso atual sistema social aceita-se tudo e quase nada se faz, e quando se faz, poucos tem acesso, pois promover o ignorar do indivíduo é mantê-lo sobre as rédeas de sua própria ignorância, om isso, deixa-o pensar ser revolucionário quando na verdade nada mais é que um instrumento de controle e medidas do poder vigente.

  • Ôps… outra alfinetada?
  • Não podia?

  • Mainha, me acóóde…

  • Tadinha da mãe Florzica.

  • E vóinha Estephania então? Revirando-se no além túmulo: Que nada ela era das minhas… rs

Família à parte, a Semana de Arte Moderna concatenou no Brasil o reflexo daquilo que era mundial e com essa sintonia amplos e largos passos foram dados em função de uma nova arte, uma nova concepção de vida, um novo saber despertado e um Brasil com mais cara de Pau – Brasil. Hoje temos por compromisso despertar, ou melhor, dar continuidade no outro e em nós a “(…)força e energia que(…) CONSTRÓI(…) coisas belas(…)” re significando, contemporanizando a alma desse povo que muitas vezes nem se percebe cidadão, quiçá artistas em potencial.

Published in: on 11 de março de 2014 at 6:41  Comentários desativados em FILOSOFIANDO IDÉIAS – REVOLUCIONAR ? -(RLessa/Mar/2014)  
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SOBRE FRAGMENTOS DO PENSAR I-(Série Filosofiando Ideias)- (RLessa/Mar/2014)


FRAGMENTO I

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FILOSOFIANDO IDÉIAS – SOBRE INSISTÊNCIA E DESISTÊNCIA

Insista, jamais desista da poesia, ela talvez seja a que mais a(o) reflete.
Insista, jamais desista do encanto, ele talvez seja o que mais a(o) favoreça
Insista, jamais desista da amizade, ela talvez seja a que mais a(o) alumie.
Insista, jamais desista do vínculo, ele talvez seja mais a(o) enriqueça.
Insista, jamais desista da verdade, ela talvez seja a que mais a(o) recrie.
Insista, jamais desista do passado, ele talvez seja o que mais a(o) ensine.
Insista, jamais desista da distancia, ela talvez seja a que mais a(o) proteja.

FILOSOFIANDO IDÉIAS – SOBRE RESILIÊNCIA E POTÊNCIA

Published in: on 11 de março de 2014 at 5:55  Comentários desativados em SOBRE FRAGMENTOS DO PENSAR I-(Série Filosofiando Ideias)- (RLessa/Mar/2014)  
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MENSAGEM PELO TEMPO – roberta LESSA


 UMA QUASE ALUSÃO AO PASSADO RECENTE

Imagem: Internet Livre

Ainda ouço a voz de minha mãe, afinadinha, ecoando por entre minha infância, a cantar tesouros como “Meu Primeiro Amor”., essa sensação sempre vem acompanhada do doce cheiro do mato, das plantas, das frutas, do verde e demais cores e sabores, como o do doce no tacho de cobre, feito com as frutas colhidas fresquinhas, e que foram plantadas com as mãos daqueles que foram origem do que sou.

A recordação corre livre solta e novamente me vejo pisando por entre canteiros e canteiros de sonhos correndo atrás das borboletas rurais, cigarras atinais e beija flores enluarados de amor, hoje bichos raros de encontrar fora do imaginário ou de matas restritas por cercanias.

Na cozinha havia o inesquecível crepitar das achas de lenha no fogão, deixando livre no ar as fagulhas que teimavam imitar o movimento dos ousados pirilampos a dançarem lá fora no terreiro de chão batido.

Imagem: Internet Livre

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Sentada na cadeira de palha ao lado do fogaréu de seu fogão à lenha, a guerreira Estephania, aguardava os momentos de mexer o tacho onde fazia o doce com as goiabas mais abençoadas e vermelhinhas que eu conhecera e jamais vira ou comera em lugar algum. Ajoelhada em frente ao altar improvisado em cima do armário da cozinha, recheadinho de fé aos santos de devoção, essa altiva e ativa avó de lembranças vívidas, com seu vestidinho florido de algodão, avental marcado pela lida do dia, muitas vezes já puído e cerzido de histórias e memórias, orava todas as manhãs e noites em agradecimento ao dia num ato de reverência tão profundo que eu, criança chegava até ver luzes e vozes celestiais em seu entorno dessa mulher que me ensinou o poder de acreditar poder fazer as coisas acontecerem. Essa saudade que não tem tamanho, tempo e nem momento, tem o poder da presença, é como se uma janela se abrisse e nos confortasse com passados que valorizamos.

Pela porta de folhas duplas, esculpidas manualmente na madeira pelos meus ancestrais, um outro cenário era deflagrado: A sinfonia bem regida pela maestrina natureza, que fundia a sonoridade inimaginável do silêncio noturno, com os ruídos que rompiam -lhe num compasso único, o vento que soprava conduzia a melodia que gradualmente era abençoada com o sussurro da chuva que mansamente caia na madrugada, naquelas telhas de barro, na janela envidraçada, naquele chão pisado, deixando emergir o cheiro bom de terra molhada. Os pequenos seres noturnos eram um espetáculo à parte, entravam e saiam na casa zunindo num bailar que acompanhava a orquestra lá fora, grilos marcavam compasso, besouros transformavam-se em rica base na escala musical naturalmente apresentada, e dos grilos nada mais esperar que o arrebatamento sonoro para novos e saudáveis sons.

Imagem: Internet Livre

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Hoje, fisicamente, trago comigo parte desse cenário amado, o moedor manual de café, que depois de torrado nos deliciava pelo sabor e aroma; o ferro de passar à brasa que certamente além de alisar nossas vestes, aqueceu também muitas noites frias de inverno; o escovão que lustrava o chão de tijolos que de tão gastos, encerados e polidos tornaram se puro brilho; o lampião à querosene que anunciava a chegada do avó maquinista da antiga Sorocabana; a espiriteira que aquecia e iluminava o ambiente, a alpargatas roda rota pelo uso, de minha avó, a tão bem guardada roupinha de meu batismo juntinho ao primeiro sapatinho de meu filho dado por sua madrinha antes mesmo de nascer, seu primeiro presente pela vinda ao planeta…

Num ciclo virtuoso ancestral com origem diversa e diversificada… guardo ainda muitos itens que tem mão de meu povo, suor de minha origem, calor de tudo o que sou e que ainda me aquece, por isso essa eterna conexão indissolúvel com esse simbólico traduz em vida todo um passado vivenciado.

Existe no passado muito de belo que deve servir de nutriente para nossos bons sentir e viver no presente que nos encontramos. Es a mágica de estar presente nas raízes que nos sustentará a cada hora, sentimento, desafios e reconhecimento que somos elo de uma grande egrégora que pulsa dento de nós, parte desse todo que é tão universal e por assim o ser passa desapercebido, mas que é presente em nós à cada pulsar, a cada respirar a cada caminhar …

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Published in: on 3 de março de 2014 at 3:16  Comentários desativados em MENSAGEM PELO TEMPO – roberta LESSA  
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FRAGMENTOS TEXTUAIS – (RL/04/14)


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A sociedade é provida sim de elementos míticos que afloram fisicamente e que por hora não os são explicados intelectualmente, com o tempo e com a evolução, os signos que a sociedade nutre em seu percurso, tornam-se ricos elementos de junção do universo físico e extra dimensional que se habita.
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Concordo quanto à inoperância e impostura de tratar a humanidade enquanto mecanismo de manobra, impingindo no indivíduo pseudo necessidades consumistas e que direcionam forçosamente os olhares e percepções à um lugar onde habita a ignorância dos fatos. Essa sede de poder é um mecanismo doloroso para muitos e lucrativamente prazeroso para poucos.
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Através dos mitos, ritos, crenças ocorre também a sobrevivência de um forte elo de unificação com o Divino, mesmo que inconscientemente, cabe a cada um o cuidar de seu refletir, o cuidar de sua obra maior, de seu templo interior e de seu padrão de evolução. É um momento tão lindo esse que nos encontramos.
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Published in: on 28 de fevereiro de 2014 at 13:04  Comentários desativados em FRAGMENTOS TEXTUAIS – (RL/04/14)  
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ALGO DE MAFALDA EM MIM OU DE MIM EM MAFALDA(*)


ImagemImagem: Internet Livre

Ahhh… Insana ousadia que  saiu de mim à galope, e deixou-se adentrar por entre seus tão adorados poros, à procura de minha alma que deixou de habitar tão somente o meu corpo, para arrefecer-se somente  ao fim da infindável procura daquilo que penso ser, ter e estar.

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Imagem: Internet Livre

Ahhh… Se acaso e por descuido de minha inumana natureza, recuperasse a sanidade seria eu tão descabida e capaz de sofrer dos delírios de quem sabe ter o poder de mover o mundo, ou simplesmente apregoaria aos quatro ventos inúteis poderes que jamais me satisfaria…

ImagemImagem: Internet Livre

Ahhh… Retiscente estou pelo pesar de saber da falta de pontes entre os seres que se romperam pela absoluta inércia que corrompe vontades e desejos. Se fosse eu a desejar a distancia, jamais perderia-me no tempo da vã vazão das emoções por saber a força do cair da pétala que vai ao chão, após flanar por entre as idéias daqueles que ainda ousam sonhar.

TEXTO_ROB_CARTAZImagem: Internet Livre

Ahhh… Desejo que arde pela vida, pela busca, pelo prazer incessante do saber, o que fazer disso tudo quando tudo já estiver intrínseco em meu ser a ponto de jamais sair de meu pensar. Procurarei sem encontrar, pois se assim não o for estagnarei a procura, deixarei de encontrar, pois serei eternas buscas sem jamais o encontro chegar, pois o prazer reside no caminho. Devolverei-me o direito do surto criativo, tão por outros desejado calar. Perder-me ei no sobrevoo da ave que sou, mas que jamais pousa.

2

Imagem: Internet Livre

Ahhh… seres que sou e que estou, identidades desenvolvidas, esculpidas, capinadas e por mim acolhidas, que tecem o quase obscuro raciocínio, mas também cor e brilho em mim, mirando caminhos de um pensar, agir e ser, sem o temor ou a preocupação de agradar…

1

Imagem: Internet Livre

NÃO ME PEÇA MEDIDAS, MÉTRICAS OU RÉPLICAS, MINHAS RIMAS SÃO DESMEDIDAS, DESCABIDAS, VISCERAIS E NÃO CABEM NA POIÉSIS ESTRUTURADA NO ESTÁVEL E APRISIONADAS NO MURO QUE LAMENTA A HUMANIDADE TOLHIDA DO PODER DE CRIAÇÃO

1AA

Imagem: Internet Livre

(*) – MAFALDA: Personagem argentino, transformado em uma tira,  escrita e desenhada pelo  cartunista Quino. As histórias, apresentam uma menina (Mafalda) preocupada com a humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa. (Fonte: Internet Livre)

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O LADO ESCURO DA LUA

Minha maneira de ver, falar, ouvir e pensar o mundo... se quiser, venha comigo...

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JAMES MORAIS & LAIANA DIAS | BRAZIL | Poesias & Reflexões

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