Improvável Sentimento (Série Diálogos Poéticos) Roberta Lessa


10440661_10203798190808339_5900994148837332695_n

 

Num doce momento, o vento, o acalento:
– Coube ao poeta o versar silente sobre rimas inaudíveis.

Num doce vento, o acalento, o alento:
– Soube o esteta o burlar eloquente sobre nuvens improváveis.

Num doce acalento, o alento, o momento:
– Incube o careta o medrar ardente sobre tempos inaceitáveis.

Num doce alento, o momento, o tormento:
– Desencube o profeta o profanar indecente sobre mentes inalienáveis.

Num doce momento, o tormento, o adiamento:
– Maquitube o asceta o criar envolvente sobre amores imprevisíveis.

Num doce tormento, o adiamento, o momento:
– Aljube o proleta o procriar experiente sobre lugares invisíveis.

Num doce adiamento, o momento, o vento:
– Ibirube o atleta o difamar adjacente sobre loucuras insustentáveis.

Anúncios
Published in: on 21 de dezembro de 2017 at 18:11  Comentários desativados em Improvável Sentimento (Série Diálogos Poéticos) Roberta Lessa  
Tags: , ,

Dá Licença Dona Rosa…(Série Ode Em Casa) ROBERTA LESSA


3d7d6a9dbf

Ô de casa…

Dá licença?

Senhora Dona Rosa: querida, sábia e luminosa poeta das letras por hora incabíveis no envelopado silêncio dos homens incultos na arte da boa escrita: atenta às suas palavras tão bem postas, ouso arriscar homenagear-lhe o talento.
– Soube das palavras e de todas formas à elas ainda por serem dadas, e de imediato a poesia se fez ato…
– Coube à elas, as palavras, saírem das métricas léxicas que as deixavam anoréxica do criar, distanciando o ser de seu próprio porvir…

– Houve de imediato um ato falho de minha parte, admito: reler e tentar compreender com a mente. E credito à isso minha tal inexperiência na escrita enriquecida de novas e necessárias linguagens e formas…

… e assim o fez com esmero, a rósea poeta, e com o desajuste devido, necessário e essencial de uma verdadeira dona de palavras, escreveu. Tão ensimesmada nem se percebe enquanto tal, poeta; pois tal e qual seu instrumento poético maior não mais cabe em si e se esvai em brumas de saberes que não se prendem jamais ao ilusório universo da normalidade forçada gerada em função dos que se moldam e nutrem o  compulsório e insaciável poder tão almejado por aqueles que se apropriam indevidamente dos libertários pores de sol que inspiram olhares, gestos e corações poéticos …

– Sei dos pores do sol, são eles portais que geram liberdade aos que sabem onde reside o verdadeiro  poder  Sacral.

Saístes de sua própria estética, nobre escritora, para galgar através de outras fonéticas, dimensões que só o doces e poderosos poetas sabem, devem, ousam e conseguem acessar.

Quisera eu um dia lá estar à galgar também esses saberes, dizeres e fazeres que poucos tem privilégio de alcançar.

À  todos deixo um infinito abraço munido de desejos de que tenhas um natal pleno de harmonia interior, entre os seus e todos os demais que tanto dela necessitam…

Com “A” de Afeto!

 

OBS.: Em diálogo com a crônica “Envelhescência”, de autoria de Rosa Alves. (Acesso: https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/6204384 )

Published in: on 21 de dezembro de 2017 at 17:43  Comentários desativados em Dá Licença Dona Rosa…(Série Ode Em Casa) ROBERTA LESSA  
Tags: , , , ,

 NOSSAS TRADIÇÕES(Série Apenas Uma Frase) ROBERTA LESSA


TRADIÇÕES POPULARES NECESSITAM DE CUIDADOS DOS FAZEDORES, CIDADÃOS, E DOS GOVERNANTES. QUAL PARTE NOS CABE NESTE LATIFÚNDIO?
Published in: on 20 de julho de 2017 at 1:37  Comentários desativados em  NOSSAS TRADIÇÕES(Série Apenas Uma Frase) ROBERTA LESSA  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

MEU SER OBSCURO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA


Há um espaço de silêncios que esconde segredos malcriados e injustiçados:
– de invejas sentidas e jamais assumidas.
– de temores absurdos e jamais esclarecidos.
– de raivas gratuitas e jamais ditas.
– de medos antecipados e jamais contra’tacados.
– de ganâncias concatenadas e jamais divulgadas.
– de dores amargurantes e jamais cessantes.
– de sonhos libidinosos e jamais revoltosos.
Sou esse hiato denominado por saberes, recalcados e impressões.
Há um hiato de palavras que distorce metas profanas e diáfanas:
– de roupas mal dormidas diante dos mudados.
– de lápides mal remuneradas diante dos engodos.
– de fomes mal consumidas  diante dos lodos.
– de montanhas mal traduzidas diante dos lobos.
– de risadas mal digeridas diante dos exalados.
– de vilas mal contidas diante dos períodos
– de iras mal suprimidas diante dos métodos.
Sou esse atalho contaminado por sabores, pervertidos e digressões.
Há um atalho de mortalhas que desnuda sabedorias nuas e cruas:
–  de velhas vitórias de velhos viajantes e doentis hábitos.
–  de duras memórias de duros divagantes e febris óbitos.
–  de obscuras estórias de obscuros gigantes e viris trejeitos.
–  de fortes escórias de fortalecidos rompantes e quadris refeitos.
– de débeis glórias de debilitados mutantes e pueris  eruditos.
– de cegas injúrias de cegos distantes e  barris  malditos.
– de nulas teorias de futuros  nu.los e  colibris inóspitos.
Sou esse abismo  distanciado por fatores, afiados e repressões.
Há um abismo de vendavais que acirra tramas nítidos e vívidos:
– de cerrações que cerram e cortam desejos.
– de aberrações que aterram e migram lampejos.
– de distorções que emperram e singram desterros.
– de condições que enterram e migram urros.
– de apreensões que erram e juram sussurros.
– de ilusões que encerram e notam berros.
– de facções que jorram procuram aterros.
Sou esse substrato denunciado por inibidores, medos e opressões.
Há um substrato de almas que reverbera todas verdades e deidades:
– de ponto de observação deveras anunciado.
– de litúrgicos de dominação deveras emancipados.
– de famintos de contemplação deveras dilacerados.
– de gostos de anunciação deveras anuviados.
– de lúmen de constelação deveras ataviados.
– de dons de lamentação deveras emocionados.
– de caminhos de proliferação deveras autenticados.
Sou esse exército enunciado por oradores, segredos e delações.
Há um exército de invisíveis que acumula sedes traumáticas e estáticas:
– de  idas e voltas de países por empreender.
– de  idas e voltas de povos por compreender.
– de  idas e voltas de  mulheres por defender.
– de  idas e voltas de  velhos por esquecer.
– de  idas e voltas de crianças por  crescer.
– de  idas e voltas de nações por engrandecer.
– de  idas e voltas de chãos por entardecer.
Sou esse desacordo inebriado por tratores, degredos e elucubrações.
Há um desacordo de mentes que anuncia mortes incertas e incorretas:
– de certezas  de estradas onde pés ainda pisarão.
– de espertezas de entradas onde mentes ainda viajarão.
– de grandezas de sacadas onde olhos ainda habitarão.
– de nobrezas de passadas onde corações ainda contemplarão.
– de sutilezas de cruzadas onde mãos ainda aquecerão.
– de clarezas de ponderadas onde ouvidos ainda zunirão.
– de bonitezas de caladas onde sonhos ainda realizarão.
Sou esse espaço agoniado por saberes, arremedos e deduções.
Published in: on 18 de julho de 2017 at 18:47  Comentários desativados em MEU SER OBSCURO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

ANTES LETRAS (Série Reflexiva Mente)ROBERTA LESSA


A

ANTERIORMENTE ALGO AMEDRONTAVA ANTE ANGÚSTIA ABUSIVA ANTECIPADA

B

BELOS BEIJOS BROTAM BUSCANDO BASTANTE BOCAS BASAIS

C

CERTAS CUMPLICIDADES COMPÕEM COMPONENTES COM CERTEZAS CERTEIRAS

D

DEDICO DOÇURAS DURANTE DIAS DOURADOS DIANTE  DIÁLOGOS

E

ENQUANTO ELEVAMOS ENLACES EVIDENCIAMOS ELEGANTES ELEMENTOS  ESCALDANTES

F

FOMOS FINOS FAZEDORES FORMADORES FRENTE FUTUROS FINAIS

G

GRACIOSOS GESTOS GRATOS GIRAM GRUPOS GERANDO GESTUAIS

H

HOJE HÁBEIS HEREGES HOMENS HARMONIOSOS HIPNOTIZANDO HISTERIAS

I

IMAGINANDO  IDEOLOGIAS ÍDOLOS INCONVENIENTES IGNORANDO ILUSTRAÇÕES  IGNÓBEIS

J

JOVENS JUSTOS JOCOSAMENTE JUNTAM  JUSTIÇA JEITOSAMENTE JOVIAL

L

LINDA LUZ LENTAMENTE LUZEM LANÇANDO LACUNAS LABIAIS

M

MESMO MEDRANDO MARAVILHOSAS MENINAS MERECEM MUITA MESTRIA

N

NESTE NICHO NATURAL NUNCA NASCERA NATIVOS NECESSITADOS
O
ONTEM OSTENTAMOS OSTES OCULARES ONDE OUROS OUVIDARAM
P
POSTO PEDIDOS PÓSTUMOS PODEMOS PONDERAR PODERES PUERIS
Q
QUERENCIAS QUE QUANTIFICAM QUERERES QUADRAM  QUALIDADE QUALQUER
R
REAIS RIQUEZAS RUGEM RÚTILAS RADICANDO RETIDÕES RACIONAIS
S
SEMENTE SEJA SEMPRE SIMPLESMENTE SENTIDA SIMPLICIDADE SOMENTE
T
TANTA TIMIDEZ TAMANHA TALVEZ TENHA TOTAL TEMERIDADE
U
UNS UTILIZAM UTILIDADES UNGINDO UNIVERSOS URDIDOS URGENTEMENTE
V
VEJO VIL VIDA VORAZ VELANDO VELOZ VÍVIDOS VULTOS
Z
ZELOSAMENTE ZUNIDOS ZERADOS SOADAS ZUMBINDO ZURROS ZEBRADOS

A BELA (Série Reflexiva Mente ) ROBERTA LESSA


 

A bela soube de sua insignificância quando os holofotes se apagaram e ela se viu solitária com as paredes que a cercava. Nada soube daquelas vozes que ecoavam apaixonadamente quando estava em evidência,mas a ausência de tais exposições a deixa ainda mais fragilizada e solitária. Apenas era bela…

 

HOMENAGEM AO TUDO/TODO (Série Ode Em Casa) ROBERTA LESSA


AO SAGRADO QUE AMO
… invisível…
… indivisível…
… insofismável…
… indissolúvel…
… inominável…
… inenarrável…
… inigualável…
O SAGRADO EM MIM É
À FAMÍLIA QUE AMO
… presente …
… distante …
,,, ausente …
… constante …
… silente …
… pujante …
A FAMÍLIA EM MIM É
AOS ANCESTRAIS QUE AMO
… devoção…
…opção…
…emoção…
…compreensão…
…evolução…
…condução…
… espiritualização…
ANCESTRAL EM MIM É
À MÃE QUE AMO
…eternamente…
…mansamente…
…imensamente…
…amorosamente…
…cotidianamente…
…intensamente…
…graciosamente…
MÃE EM MIM É
O FILHO QUE AMO
…carinho…
… caminho…
… redemoinho…
… ninho …
… benzinho …
… bacurizinho …
… fofinho …
FILHO EM MIM É
AOS AMIGOS QUE AMO
… intensos…
… imensos…
…propensos …
… mansos …
… infensos …
… pretensos …
… suspensos …
AMIGO EM MIM É
À VIDA QUE AMO
VIDA EM MIM É
AO COSMO QUE AMO
COSMO EM MIM É

ENTÃO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA


Então…
Estamos feito baratas tontas…
Feito moscas no mel…
Feito terra de ninguém…
E sem vintém…
Estamos nus de justiça…
Com ópios pulsando nos pulmões…
Estamos povo degredados sem nação digna para dizer sou dela.
Estamos sobrevivendo à isso e a tudo que virá…
Enquanto os caviares ainda são sorvidos às nossas custas.
VIVA O BRASIL..
VIVA BRASIL…
BRASIL..
?
BRASIL…
BRASIL VIVA …
BRASIL VIVA O …

ESSE MEU GOSTO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA


 

HÁ RIQUEZA NECESSÁRIA COM GOSTO DE GENTE LEVE.

HÁ LEVEZA PRIORITÁRIA COM GESTO DE GENTE GRANDE.

HÁ GRANDEZA SOLIDÁRIA COM POSTO DE GENTE SUTIL.

HÁ SUTILEZA IGUALITÁRIA COM ROSTO DE GENTE BELA.

HÁ BELEZA VISIONÁRIA COM CANTO DE GENTE NOBRE.

HÁ NOBREZA TEMPORÁRIA COM CANTO DE GENTE ESTRANHA.

HÁ ESTRANHEZA LENDÁRIA COM DANÇA DE GENTE RICA .

 

GOSTO DE GENTE ASSIM COM GOSTO DE GENTE, COM VIDA DE GENTE, COM VERDADE DE GENTE.

GOSTO DE GENTE COM SABOR DE GENTE…

QUE TODO O SAGRADO QUE HABITA A HUMANIDADE PERMANEÇA DENTRO DE CADA UM DE VOCÊS.

Published in: on 18 de julho de 2017 at 17:35  Comentários desativados em ESSE MEU GOSTO (Série Reflexiva Mente) ROBERTA LESSA  
Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

SENDA (Série Reflexiva Mente)ROBERTA LESSA


 

CONEXÃO MAIOR É REALIDADE EM CONSTRUÇÃO
… tanta ostentação em adquirir marcas…
CAMINHAR É PELO MEIO É TRANSCENDER

O LADO ESCURO DA LUA

Minha maneira de ver, falar, ouvir e pensar o mundo... se quiser, venha comigo...

palavra[interna]

JAMES MORAIS & LAIANA DIAS | BRAZIL | Poesias & Reflexões

Liberte-se!

Tem coisas que só sai da gente por escrito.

Curtir THE Novo

Espiritualidade, Alegria e tudo que há THE novo

marcianossabemler.wordpress.com/

Para gostar tanto de livros, só poder ser ETE!

DITIRAMBOS

Poemas, Ensaios, Críticas, Biografias, Tudo Sobre Poesia e Poetas Realmente Importantes. A Poesia em Diálogo com outras Artes. A isso se propõe o Ditirambos. Haroldo de Campos: Não importa de fato chamar o poema de poema: importa consumi-lo, de uma ou outra forma, como coisa.

Experimentarte

espaço de expressão do artista

Rubem Alves:

Ler é fazer amor com as palavras.(blog sobre Rubem Alves)

Rubem Alves | Blog não oficial

coletânea de textos desse grande Educador

Esquizofrenia das Artes

Blog dedicado a divulgação cultural e artística

Cacos Metafóricos

por Petterson Farias

Nas Duas Margens

Nas duas margens - blogue de Vamberto Freitas

O LIVRO DOS SERES IMAGINÁRIOS

Vivemos pelo poder das coisas que não existem. Por isso, os deuses são tão poderosos. (Paul Valery)

Poesia Lunar

cercada de poesia por todos os lábios

%d blogueiros gostam disto: